
Política
Mesmo sem reconhecer vitória de Lula, Trump e Milei devem ser convidados para posse
Cerimônia marcada para 5 de janeiro de 2027 tem convite para todos os chefes de Estado com relações com o Brasil

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve convidar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, para a cerimônia de posse marcada para 5 de janeiro de 2027. O convite será feito a todos os chefes de Estado com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas, o que inclui os dois países, mesmo que os líderes não tenham reconhecido oficialmente o resultado das eleições brasileiras.
As relações com Washington e Buenos Aires estão em um momento de desgaste. Trump já havia lançado dúvidas sobre a lisura do processo, sem apresentar provas, e Milei fez ataques diretos a Lula durante a campanha. O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição, foi para Miami após o pleito, depois de fugir do país pela fronteira com a Argentina, e teria contado com a ajuda de auxiliares de Trump.
Auxiliares do governo afirmam que o Brasil não deve reagir diplomaticamente, para não ampliar a crise. O Planalto avalia que Trump está isolado ao não reconhecer o resultado e que não há espaço para questionamentos, já que a vitória foi reconhecida por lideranças internacionais, por partidos brasileiros, inclusive o PL, e por representantes do Legislativo e do Judiciário.
Histórico de posses
Na posse de Lula em 2023, 21 chefes de Estado e de governo acompanharam a cerimônia em Brasília. Já na de Jair Bolsonaro, em 2019, foram 10, entre eles o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump foi convidado na época, mas enviou o então secretário de Estado, Mike Pompeo. Bolsonaro também “desconvidou” os líderes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, o que causou polêmica na época.
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