
Política
Ataques de ódio e xenofobia crescem no Mato Grosso do Sul após segundo turno
Ameaças contra indígenas, ofensas a eleitores de Lula, boicote a comerciantes e declarações discriminatórias levam órgãos federais a investigar denúncias de violência e perseguição política.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A vitória de Lula no segundo turno, em 25 de outubro, foi seguida por uma série de denúncias de ataques de ódio, xenofobia e perseguição política no Mato Grosso do Sul. Os relatos envolvem indígenas Guarani e Kaiowá, além de eleitores identificados como apoiadores do presidente reeleito.
Entre os episódios estão ameaças de envenenamento da água de uma aldeia, o incêndio da casa de uma rezadeira de 90 anos e manifestações discriminatórias contra petistas. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal foram acionados para investigar os casos, alguns dos quais ainda têm autoria e motivação sob apuração.
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Governo federal mobiliza órgãos de proteção
Diante das denúncias, o Ministério dos Povos Indígenas acionou a Polícia Federal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O governo anunciou ainda uma força-tarefa para centralizar os relatos e acompanhar as investigações. O objetivo é esclarecer a autoria dos ataques, verificar possíveis motivações políticas ou étnicas e adotar medidas de proteção às comunidades ameaçadas.
Os episódios ocorrem em um estado marcado por conflitos históricos envolvendo territórios indígenas. A apuração precisa distinguir ameaças comprovadas, denúncias ainda sob investigação e informações falsas, sem minimizar a gravidade dos relatos. O ponto central é o direito de qualquer cidadão — indígena ou não — de escolher seus representantes sem sofrer intimidação, discriminação ou retaliação por sua preferência eleitoral.
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