
Política
Rogério Marinho, do PL, lança candidatura à presidência do Senado
Atual líder da Oposição na Casa deve ter Alcolumbre, candidato à reeleição, como principal adversário na disputa interna

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, anunciou nesta quarta-feira (4) que pretende disputar a presidência da Casa no biênio 2027-2028. A decisão foi comunicada após um encontro com integrantes da bancada do Partido Liberal, em Brasília.
A candidatura deve colocá-lo frente a frente com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha para permanecer no cargo. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, também aparece entre os nomes cotados para a disputa.
"Nós, se Deus quiser e o povo, que são os senadores, nos derem essa honra, seremos o presidente do Congresso Nacional. E vamos tratá-los de forma diferente. Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência. Porque, ao contrário do que eles dizem, nós somos democratas", afirmou Marinho durante o anúncio.
Aposta
O senador aposta na força numérica do PL para ampliar suas chances. A partir de fevereiro de 2027, a legenda terá 29 representantes no Senado, tornando-se a maior bancada da Casa. Apesar disso, a conquista da presidência depende de votos de parlamentares de outras siglas.
Neste ano, Marinho também atuou na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro. Sobre a possibilidade de Tereza Cristina entrar na corrida, o senador afirmou que a colega pretende buscar apoio para consolidar seu nome. Ele ressaltou, porém, que ambos integram o mesmo campo político e compartilham objetivos.
"A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente Alcolumbre", declarou.
Disputa exige 41 votos
A escolha do próximo presidente do Senado está prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027. A votação é secreta e exige maioria absoluta dos integrantes da Casa. Como o Senado possui 81 cadeiras, são necessários pelo menos 41 votos para garantir a vitória no primeiro escrutínio.
Mesmo com a maior bancada, o PL precisará construir alianças para alcançar esse número. Marinho afirmou que já mantém conversas com integrantes de outras legendas, entre elas PP e Republicanos.
Alcolumbre, por sua vez, já conta com o respaldo anunciado da federação formada por União Brasil e PP, além de apoios de parlamentares do MDB e do PSD. O atual presidente também busca ampliar sua base entre aliados do governo Lula e integrantes da direita.
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