Política

Dilma lembra luta contra câncer e diz que teme apenas a "morte da democracia"

Emocionada, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) discursou, na manhã desta segunda-feira (29), no Senado e falou ter medo de ser submetida a "morte política". Lembrando a época da ditadura militar e o período em que sofreu de câncer, a petista reafirmou não ter cometido crime de responsabilidade e que, por isso, seu julgamento é injusto. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Gabriel Nascimento no dia 29 de Agosto de 2016 ⋅ 11:05

Emocionada, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) discursou, na manhã desta segunda-feira (29), no Senado e falou ter medo de ser submetida a "morte política". Lembrando a época da ditadura militar e o período em que sofreu de câncer, a petista reafirmou não ter cometido crime de responsabilidade e que, por isso, seu julgamento é injusto. "Tenho a consciência tranquila. As acusações contra mim são injustas e descabidas. Cassar meu mandato é me submeter a morte política", afirmou.

"É o segundo julgamento. Na primeira vez [na ditadura], fui condenada por um tribunal de exceção. Ficou o registro da minha foto, cabeça erguida, enquanto eles se escondiam. Os julgadores me colocam aqui pelo mesmo voto que lutei [lá atrás]. Continuo de cabeça erguida, olhando nos olhos dos meus torturadores", acrescentou.

Garantindo não ter rancor dos parlamentares que votaram — e votarão contra ela, Dilma comentou os impactos do seu afastamento no país. "Sofro de novo o sentimento de injustiça. Tenho medo da democracia ser condenada junto comigo. Desta vez, todos nós seremos julgados pela história", disse.

"Por duas vezes ví a face da morte: quando fui julgada por dias seguidos [na ditadura] e quando uma doença grave e dolorosa poderia ter abreviado minha existência. Hoje só temo a morte da democracia, pela qual, muito de nós aqui nesse plenário lutamos com o melhor dos nossos esforços", declarou.

Ao fim do discurso, Dilma fez um apelo aos parlamentares que ainda não decidiram seu voto. "Lembrem-se que no regime presidencialista, um impeachment deve ser movido por um crime de responsabilidade. Lembrem-se do terrivel precendente que a decisão pode abrir para os próximos que virão. Condenar sem provas. Faço um apelo final a todos, não aceitem um golpe que em vez de solucionar, agravará a política brasileira. Façam justiça a uma presidencia honesta. Votem sem ressentimento. O que sentimos uns pelos outros importa menos. Peço, votem contra o impeachment, votem a favor da democracia", finalizou.

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