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Garotinho deve voltar para o hospital, diz ministra do TSE

Nesta sexta-feira (18), a ministra do Superior Tribunal Eleitoral, Luciana Lóssio, determinou a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, para um hospital da região. O político foi preso pela Polícia Federal (PF), na última quarta-feira (16), sob a acusação de usar programas sociais para a compra de votos. [Leia mais...]

Garotinho deve voltar para o hospital, diz ministra do TSE

Foto: Reprodução/Veja

Por: Yasmin Garrido no dia 18 de novembro de 2016 às 17:41

Nesta sexta-feira (18), a ministra do Superior Tribunal Eleitoral, Luciana Lóssio, determinou a transferência do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, para um hospital da região. O político foi preso pela Polícia Federal (PF), na última quarta-feira (16), sob a acusação de usar programas sociais para a compra de votos. 

Após a prisão, o ex-governador foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar depois de sentir fortes dores no peito e pressão alta. Ele foi submetido a exames que mostraram alterações cardíacas e a equipe médica indicou que ele passasse por um cateterismo. na noite da última quinta (17), ele foi transferido para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, onde ele não poderá receber o tratamento médico que foi indicado para seu quadro cardíaco.

A decisão se deu, em razão de o juiz Glaucenir Silva de Oliveira, de Campos de Goytacazes, suspeitar que o ex-governador tenha recebido tratamento privilegiado na unidade pública, o que é proibido pela Justiça.  “nenhum preso por ordem judicial pode ter direito a qualquer regalia ou tratamento diferenciado, seja em unidade prisional ou hospitalar”, disse o juiz. 

Nesta sexta-feira, a ministra afirma que não cabe ao juiz avaliar o quadro clínico de Garotinho. Ela disse ainda que Glaucenir agiu sem qualquer embasamento técnico-pericial por parte da equipe médica que acompanhava o quadro de saúde do político."Atitude, a meu ver, em tudo temerária, ante o risco de gravame à integridade física do custodiado", disse a ministra na decisão.