
Política
STF autoriza 12º inquérito contra Renan Calheiros
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou a abertura do 12º inquérito contra o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), em razão de uma movimentação financeira suspeita de R$ 5,7 milhões feita pelo político. [Leia mais...]

Foto: Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou a abertura do 12º inquérito contra o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), em razão de uma movimentação financeira suspeita de R$ 5,7 milhões feita pelo político.
A assessoria de Renan divulgou em nota que "O senador já esclareceu todos os fatos relativos a esta questão e é o maior interessado no esclarecimento definitivo do episódio. O senador lembra ainda que foi o autor do pedido de investigação das falsas denúncias em 2007, há quase dez anos";
O primeiro pedido para investigar o senador foi apresentado em fevereiro deste ano pela Procuradoria Geral da República (PGR). Após o término da investigação o órgão poderá apresentar uma denúncia (acusação fomal) e, se o STF aceitá-la, Calheiros se tornará réu em uma ação penal.
Com a nova decisão de Toffoli, Renan se torna alvo de 12 inquéritos no Supremo, incluindo 9 relacionados à Operação Lava-Jato. A investigação atual tramita em segredo de Justiça e, nesta sexta, o ministro determinou a realização da primeira diligência no caso para a coleta de provas.
A PGR busca também provas da suposta prática de lavagem de dinheiro e peculato (desvio de recursos públicos). A suspeita surgiu em outra investigação sobre Renan, relacionada à suposição de uso de notas fiscais frias para tentar justificar renda.
Entenda o caso
O primeiro inquérito contra Renan Calheiros teve início com as suspeitas de que um lobista ligado à emprenteira Mendes Júnior pagava a pensão de uma filha que o político teve fora do casamento, com a jornalista Mônica Veloso. O escândalo, ocorrido em 2007, foi uma dos fatores que levou Renan, à época, a renunciar à presidência do Senado.
Renan apresentou ao Conselho de Ética defesa com notas e comprovantes de transporte de gado para comprovar que tinha renda suficiente para arcar com a pensão.
No entanto, uma análise da Polícia Federal (PF) levantou suspeita quanto à veracidade dos documentos apresentados e a PGR denunciou o senador por falsidade ideológica. O inquérito já tem quase 9 mil páginas e ainda está em tramitação.
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