Política

Janot critica "decrepitude moral" e “disenteria verbal” de Gilmar Mendes

Um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticar a Procuradoria-Geral da República, a quem acusou de cometer crimes ao vazar nomes de políticos alvos de inquérito das delações da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu, fazendo duros ataques a Mendes.[Leia mais...]

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Foto : Lula Marques/ AGPT

Por Laura Lorenzo no dia 22 de Março de 2017 ⋅ 14:35

Um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticar  a Procuradoria-Geral da República, a quem acusou de cometer crimes ao vazar nomes de políticos alvos de inquérito das delações da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, rebateu, fazendo duros ataques a Mendes, nesta quarta-feira (22).

“Apesar da (Folha de S.Paulo ter feito) imputação expressa de até o STF (fazer coletivas em off), não ouvi uma só palavra de quem teve disenteria verbal, a se pronunciar sobre essa imputação ao Congresso, ao Palácio do Planalto e, até como diz a matéria, ao STF. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos”, falou

“Ainda assim alguns tentam nivelar todos à sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”, disse. E completou: "Não hesitam em violar o dever de imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o referencial de decência e de retidão.”

Janot negou que qualquer reunião tenha sido realizada. “É uma mentira, que beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na Procuradoria-Geral da República, coletiva de imprensa para ‘vazar’ nomes da Odebrecht.”

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