Política

Após ser exonerado, ex-presidente da Funai ataca governo Temer: \'Ditadura\'

Demitido do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) nesta sexta-feira (5), Antônio Fernandes Toninho Costa fez duras críticas ao governo do presidente Michel Temer e afirmou que não 'se curvou' à pressão exercida por ministros enquanto esteve na função. [Leia mais...]

[Após ser exonerado, ex-presidente da Funai ataca governo Temer: \'Ditadura\']
Foto : Mario Vilela/Funai

Por Matheus Simoni no dia 05 de Maio de 2017 ⋅ 16:34

Demitido do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) nesta sexta-feira (5), Antônio Fernandes Toninho Costa fez duras críticas ao governo do presidente Michel Temer e afirmou que não 'se curvou' à pressão exercida por ministros enquanto esteve na função. Em ataque direcionado ao governo ao falar sobre as causas de sua saída, ele criticou a condução das políticas indigenistas pelo ministro da Justiça, Osmar Serraglio. 'Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Eu saio porque sou honesto, porque não me curvei e jamais me curvarei para fazer o malfeito', afirmou.

Toninho, que deixa o cargo após quatro meses, afirmou que sai da Funai por conta de ingerências políticas que sofreu neste período pela bancada ruralista liderada por Serraglio, além da 'incompetência do governo, que abandonou a Funai e as causas indígenas'. 'Com toda certeza estarei sofrendo retaliações. Hoje, o próprio governo afirmou que estou saindo por incompetência. Incompetência é a desse governo, que quebrou o país, que faz cortes de 44% no orçamento porque não teve competência de arrecadar recursos. Incompetência é a desse governo, que é incapaz de convocar os 220 concursados. Incompetência é a desse governo, que faz corte de funcionários e servidores da instituição', afirmou Toninho Costa, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

Nas últimas semanas, o jornal CartaCapital divulgou reportagens apontando uma suposta pressão exercida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), para que Costa nomeasse dezenas de aliados políticos na instituição. A resistência de Costa em acomodar os indicados de Moura tornou insustentável o clima entre os dois, mas a repercussão fez com que o governo adiasse a demissão do presidente.

Toninho, que deixa o cargo após quatro meses, afirmou ainda que sai da Funai por conta de ingerências políticas que sofreu neste período pela bancada ruralista liderada por Serraglio, além da 'incompetência do governo, que abandonou a Funai e as causas indígenas'. Ainda segundo o ex-presidente, o país encontra-se 'anestesiado'. 'Nós estamos prestes a se instalar nesse país uma ditadura que a Funai já está vivendo. Uma ditadura que não permite ao presidente da Funai executar as políticas institucionais. Isso é muito grave. O povo brasileiro precisa acordar', declarou. 'Com toda certeza estarei sofrendo retaliações. Hoje, o próprio governo afirmou que estou saindo por incompetência. Incompetência é a desse governo, que quebrou o país, que faz cortes de 44% no orçamento porque não teve competência de arrecadar recursos. Incompetência é a desse governo, que é incapaz de convocar os 220 concursados. Incompetência é a desse governo, que faz corte de funcionários e servidores da instituição', declarou Toninho.

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