
Política
Janot defende prisão de Cunha: 'Solto pode voltar a delinquir e influenciar seus asseclas'
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a manutenção da prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), argumentando que a soltura do peemedebista possibilitaria que ele voltasse a cometer crimes, além de permitir a intensa movimentação financeira, a ocultação de valores desviados e mantidos no exterior, a dificuldade de recuperar esse dinheiro, a influência que exerce sobre seus "asseclas" na Câmara, e as tentativas de intimidação de várias pessoas. [Leia mais...]

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a manutenção da prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), argumentando que a soltura do peemedebista possibilitaria que ele voltasse a cometer crimes, além de permitir a intensa movimentação financeira, a ocultação de valores desviados e mantidos no exterior, a dificuldade de recuperar esse dinheiro, a influência que exerce sobre seus "asseclas" na Câmara, e as tentativas de intimidação de várias pessoas, como o presidente Michel Temer.
O documento de Janot foi anexado a um recurso ordinário em habeas corpus apresentado pela defesa do peemedebista no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o procurador-geral, está é a terceira tentativa de Cunha de conseguir a liberdade no STF. No entendimento de Janot, "é elevado o risco de reiteração delitiva caso seja posto em liberdade".
"Seu potencial delitivo [de Cunha], hoje, está concentrado mais na capacidade de influenciar seus asseclas, ainda ocupantes de cadeiras no Congresso Nacional, do que propriamente no abuso das prerrogativas de parlamentar", afirmou Janot, referindo-se a cassação do mandato do ex-deputado.
Cunha está preso desde outubro do ano passado, em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância. O ex-deputado tenta negociar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
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