Política

Doleiro diz que recebeu dinheiro de Joesley Batista para ficar em silêncio

O doleiro Lúcio Bolonha Funaro confirmou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, um dos executivos da JBS, para permanecer em silêncio e não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. A informação consta em um dos depoimentos da delação premiada e deve robustecer ainda mais a denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara para apresentar contra o presidente Michel Temer. [Leia mais...]

[Doleiro diz que recebeu dinheiro de Joesley Batista para ficar em silêncio]
Foto : Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 31 de Agosto de 2017 ⋅ 12:32

O doleiro Lúcio Bolonha Funaro confirmou que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, um dos executivos da JBS, para permanecer em silêncio e não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. A informação consta em um dos depoimentos da delação premiada e deve robustecer ainda mais a denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prepara para apresentar contra o presidente Michel Temer. Segundo o jornal O Globo, a delação premiada de Funaro será reenviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (31). O conteúdo foi entregue pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF na última quarta-feira (30), mas acabou devolvida pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, para ajustes.

Temer é investigado por obstrução de justiça e envolvimento em organização criminosa. Num dos trechos de uma conversa que teve com Temer, na noite de 3 de março, no Palácio do Jaburu, Batista descreveu uma série de crimes que teria cometido.

Em um determinado momento, o empresário afirmou de forma cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que, até ser preso, era um dos principais aliados de Temer. Em depoimentos da delação premiada, Batista e o executivo Ricardo Saud, também da JBS, disseram que os pagamentos eram para comprar o silêncio de Funaro e Cunha, uma forma de proteger o presidente e alguns auxiliares.

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