Política

Ministro não comparece a assinatura de contrato com Rui, mas base minimiza rusga

A desconfiança do governador Rui Costa (PT) se cumpriu e o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, não compareceu a cerimônia de assinatura do contrato para duplicação da BR- 415, que liga os municípios de Ilhéus e Itabuna, que acontece na manhã desta segunda-feira (9), no sul do estado [Leia mais...

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 09 de Outubro de 2017 ⋅ 08:30

A desconfiança do governador Rui Costa (PT) se cumpriu e o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, não compareceu a cerimônia de assinatura do contrato para duplicação da BR- 415, que liga os municípios de Ilhéus e Itabuna, que acontece na manhã desta segunda-feira (9), no sul do estado. Na última sexta-feira (6), em entrevista à Metrópole, o governador contou que apesar de o ministério divulgar o convite do evento, o ministro não havia confirmado presença. Na ocasião, Rui citou as "aves agourentas" que querem atrapalhar os recursos federais de chegarem a Bahia e disse que faria a obra "com ou sem o apoio federal".

"Não adianta as aves agourentas trabalharem contra a Bahia. Irei fazer essa obra com os recursos da Bahia. Eu estou garantindo: com ou sem recurso federal, eu farei a obra com recursos próprios. Não será a mesquinharia de alguns que vai impedir da obra chegar", disse.

Mas em entrevista ao Metro1, o deputado federal Jonga Bacelar (PR), que faz parte da base do governo, minimizou a ausência do ministro e tentou colocar panos quentes na rusga. "Se fosse vetado nós não estaríamos aqui. Tem o líder do partido [Zé Rocha], o presidente do partido no estado [José Carlos Araújo] e eu, que destravei essa obra. Estamos falando em nome do Governo Federal e vamos tentar ao máximo que essas obras sejam feitas com recurso federal. Mas, se não for, o governador já prometeu que vai aportar com o Tesouro do Estado", disse.

Garantindo que o presidente Temer não impediu o ministro de participar da cerimômia, Jonga disse que, apesar de tudo, é preciso dar o crédito da obra a gestão Temer. "Claro, o Governo Federal é o indutor do desenvolvimento. Enquanto não votarmos o PAC federativo a União continua sendo a grande indutora do desenvolvimento. Então, é importante que as obras tenham o selo do governo e estamos aqui, da base do governo, defendendo essa e outras obras importantes", concluiu.

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