Política

Pelegrino defende investigação contra Temer: "Refém de base que cobra cada vez mais"

Durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (25), o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) defendeu que o presidente Michel Temer (PMDB) seja processado por organização criminosa e obstrução de justiça. [Leia mais...]

[Pelegrino defende investigação contra Temer:
Foto : Reprodução/Agência Câmara

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 25 de Outubro de 2017 ⋅ 07:47

Durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (25), o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) defendeu que o presidente Michel Temer (PMDB) seja processado por organização criminosa e obstrução de justiça. A declaração foi dada antes da votação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista.

Para o petista, motivos não faltam para o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir a investigação em relação a Temer. "Temos 465 motivos para votar para que esse presidente seja processado. A conta já está em R$ 32 milhões, entre emendas e favores que o governo distribuiu para que o presidente não seja processado. Eu fico pensando, um presidente que tem apenas 3% de aprovação, como ele consegue se sustentar?", questionou.

"É um presidente ilegítimo porque tirou Dilma com o expediente de um golpe parlamentar. Esse presidente procede executando uma agenda que foi derrotada em quatro eleições. Essa é uma agenda que o povo brasileiro derrotou. O governo é um governo refém com uma base que cada vez cobra mais", acrescentou.

O parlamentar ainda falou sobre a estratégia da oposição para tentar adiar a votação. "Se não der quórum [342 deputados presentes], a votação fica para a semana que vem. Isso significa o governo sangrando. Nós decidimos não dar quórum e a cada dia o governo perde mais votos. A opinião pública cobra", concluiu.

O parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomenda a rejeição da denúncia foi lido no plenário na última terça-feira (24). A votação nesta quarta está marcada para às 9h (horário de Brasília).

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