Política

Com apoio de 14 baianos, presidente se livra da segunda denúncia; veja lista

Deu a lógica outra vez. Apesar dos escândalos que envolvem o presidente Michel Temer (PMDB) e vários de seus homens de confiança, a Câmara dos Deputados barrou, na quarta (25), a segunda denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra o peemedebista. Agora, o processo fica suspenso e só pode ser retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após o presidente terminar o seu mandato. Foram 251 votos ‘sim’ e 233 ‘não’ [Leia mais...]

[Com apoio de 14 baianos, presidente se livra da segunda denúncia; veja lista]
Foto : Fabio Rodrigues Rozzebom/abr

Por Felipe Paranhos no dia 26 de Outubro de 2017 ⋅ 08:44

Deu a lógica outra vez. Apesar dos escândalos que envolvem o presidente Michel Temer (PMDB) e vários de seus homens de confiança, a Câmara dos Deputados barrou, na quarta (25), a segunda denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra o peemedebista. Agora, o processo fica suspenso e só pode ser retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após o presidente terminar o seu mandato. Foram 251 votos ‘sim’ e 233 ‘não’.

Desta vez, 14 baianos [ver infográfico] votaram pela barração à denúncia — e, assim, manifestaram seu apoio ao presidente. Na primeira votação, haviam sido 17. Nesta quarta, porém, três deputados do estado faltaram à sessão: Erivelton Santana (PEN), José Carlos Araújo (PR) e Márcio Marinho (PRB) — este último, em licença médica.
Agora, Temer esquivou-se da última flecha do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e ganha tranquilidade para prosseguir na presidência.

Do lado da oposição, justificativa do voto veio com revolta...
No grupo dos 21 deputados que votaram pelo prosseguimento da denúncia, os 20 segundos autorizados para a justificativa do voto foram usados, quase sempre, em sua totalidade. Davidson Magalhães (PCdoB), por exemplo, chamou Temer de “chefe de quadrilha” e citou a “perseguição à Bahia” por parte do presidente. O tom foi o mesmo de outros colegas, como Nelson Pelegrino (PT), Waldenor Pereira (PT) e Alice Portugal (PCdoB).

Mas houve, também, exceções. Cacá Leão (PP), cuja sigla apóia Temer e o governador Rui Costa (PT) ao mesmo tempo, limitou-se a dizer que seguia “a orientação do partido” para votar não. O pai de Cacá, João Leão, é o vice-governador do estado.

...já no grupo pró-Temer, voto foi tímido
De maneira geral, os apoiadores de Temer falaram rápido, quase como se quisessem sair logo da frente do microfone. Foi o caso dos velocíssimos Mário Negromonte Jr (PP), Lúcio Vieira Lima (PMDB), José Carlos Aleluia (DEM).
Fugiram à regra Antonio Imbassahy (PSDB), que é ministro da Secretaria de Governo e citou o “competente relatório do deputado Bonifácio Andrada” e Jonga Bacelar (PR), que chamou a denúncia de “inepta e inconstitucional”.

Pedido por Rodrigo Maia presidente
O deputado Fernando Torres (PSD), assim como na primeira denúncia, engrossou o coro dos que tentaram fazer a denúncia avançar. Mas não sem antes elogiar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). “90% dos baianos querem que o presidente Temer saia. Eu queria que você fosse o presidente”, falou, exaltando o “tratamento” de Maia aos deputados. Torres, porém, teve o microfone cortado e ouviu uma gozação de Maia. “Tira logo o microfone. Veja que até eu sou boicotado aqui dentro”, brincou.

\"Estou inteiro”, afirma Temer
Durante a quarta-feira, chegou-se a cogitar o adiamento da votação, por causa do diagnostico de obstrução urológica no presidente Michel Temer, que precisou ser internado no Hospital do Exército, em Brasília.
Mas, sete horas após a internação, já salvo pelos deputados, Temer deixou a unidade de saúde. Rapidamente, fez um sinal de positivo para os fotógrafos e afirmou que estava “inteiro” — numa declaração que também pode ser encarada politicamente.

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