Política

Ministro admite pedidos de doações da Odebrecht e reunião com delator

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), prestou depoimento à Polícia Federal e admitiu ter pedido doações para a campanha eleitoral de 2010 à empreiteira Odebrecht. O tucano ainda assumiu ter se reunido no Palácio dos Bandeirantes com o delator Carlos Armando Paschoal (CAP), que o acusa de receber R$ 500 mil em caixa 2.[Leia mais...]

[Ministro admite pedidos de doações da Odebrecht e reunião com delator]
Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 03 de Novembro de 2017 ⋅ 14:43

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), prestou depoimento à Polícia Federal e admitiu ter pedido doações para a campanha eleitoral de 2010 à empreiteira Odebrecht. O tucano ainda assumiu ter se reunido no Palácio dos Bandeirantes com o delator Carlos Armando Paschoal (CAP), que o acusa de receber R$ 500 mil em caixa 2. Os valores teriam sido entregues por meio de dois repasses. "CAP" é um dos 77 executivos da empreiteira que fecharam acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

O depoimento ocorreu no dia 3 de maio e se deu no âmbito do inquérito 4428/DF, que o investiga por suposto favorecimento da empreiteira em obras do Rodoanel, em São Paulo. Embora tenha admitido encontrar o delator, Aloysio Nunes nega que nos encontros tenham sido tratadas irregularidades. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) é o ministro Gilmar Mendes.

No último dia 24, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que Aloysio seja reinquirido no inquérito 4428/DF, inclusive sobre quem o tucano apresentou ao executivo Carlos Armando Paschoal, o ‘CAP’, delator ligado à Odebrecht e apontado como pagador de propinas da empreiteira.

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