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Ex-presidente da Petrobras diz que Mantega tinha palavra final sobre reajuste

Política

Ex-presidente da Petrobras diz que Mantega tinha palavra final sobre reajuste

A ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu em reunião do conselho de administração da empresa realizada em agosto de 2014, que a estatal estava "no limite" e que precisava reajustar o preço da gasolina, mas que "não tinha poder para fazê-lo". De acordo com ele, a Petrobras pressionava por reajustes desde o início do ano, sem sucesso. [Leia mais...]

Ex-presidente da Petrobras diz que Mantega tinha palavra final sobre reajuste

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Laura Lorenzo no dia 08 de dezembro de 2017 às 09:00

Atualizado: no dia 08 de dezembro de 2017 às 09:13

A ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu, em reunião do conselho de administração da empresa realizada em agosto de 2014, que a estatal estava "no limite" e que precisava reajustar o preço da gasolina, mas que "não tinha poder para fazê-lo". De acordo com ele, a companhia pressionava por reajustes desde o início do ano, sem sucesso.

As informações fazem parte de atas de reuniões do conselho de administração da estatal, usadas como provas em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a União e ex-conselheiros da estatal. Os controladores são acusados pelo MP de prejudicar a empresa ao postergar reajustes para não atrapalhar a campanha de reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2014, e pede ressarcimento pelos danos causados, além de condenação de nove pessoas, entre elas Graça Foster e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

De acordo com os registros, a pressão por reajustes se iniciou em meados de 2013, quando resultou em aumentos de 4% no diesel e 8% na gasolina no fim daquele ano, e retomou força ao longo de 2014, diante do estouro nos limites de endividamento da companhia. Segundo Fostes, a palavra final era de Mantega, que presidia o conselho de administração.

"Os aumentos de preços, todos eles, desde o meu primeiro dia até o último dia eram trazidos pelo presidente do conselho", afirmou ela. "Ele ligava para mim e falava: ʹ3 no diesel e 5 na gasolinaʹ, e desligava", contou.