Quarta-feira, 15 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

STF retoma julgamento sobre nomeação de parentes para cargos políticos

Política

STF retoma julgamento sobre nomeação de parentes para cargos políticos

Corte já tem maioria para permitir prática no Executivo, mas ainda precisa concluir votos e definir tese sobre o tema

STF retoma julgamento sobre nomeação de parentes para cargos políticos

Foto: Divulgação/STF

Por: Metro1 no dia 15 de abril de 2026 às 16:06

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (15) o julgamento que discute a possibilidade de nomeação de parentes de autoridades para cargos políticos na administração pública, como ministérios e secretarias estaduais e municipais.

A Corte já formou maioria no ano passado para permitir esse tipo de nomeação. Até o momento, seis ministros votaram nesse sentido, e restam três votos para a conclusão do caso. Além disso, o plenário ainda deve definir a tese jurídica que orientará a aplicação da decisão em outras instâncias da Justiça.

O julgamento analisa um caso específico do município de Tupã, em São Paulo, que trata da nomeação de parentes para cargos de primeiro escalão. Seguindo entendimentos anteriores, a maioria dos ministros considerou que essas funções não se enquadram na proibição de nepotismo.

Atualmente, é vedada a nomeação de parentes até o terceiro grau para cargos comissionados e funções de confiança em qualquer Poder. A regra, consolidada em súmula do STF, continua válida e não será alterada.

A diferença está nos cargos políticos, como ministérios e secretarias, cuja escolha é prerrogativa de prefeitos, governadores e do presidente da República. Nesses casos, a Corte entende que a nomeação pode ocorrer, desde que o indicado cumpra requisitos de qualificação técnica e idoneidade moral.

Até agora, votaram a favor dessa interpretação os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O ministro Flávio Dino abriu divergência. Ainda faltam votar Gilmar Mendes, Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Na retomada do julgamento, o Supremo também pode fixar uma tese para padronizar o entendimento. A tendência é que a decisão deixe claro que a permissão vale apenas para cargos do Poder Executivo e não se estende ao Legislativo e ao Judiciário.

A prática de nepotismo cruzado, quando há troca de favores entre autoridades para empregar parentes, continua proibida.