Política

‘Se eu fosse só olhar 2018, eu já tinha decidido ser candidato’, avisa Neto

“A decisão vai levar em consideração a política, o grupo ao qual eu pertenço, mas ela é uma decisão que tem uma projeção de vida para mim. Não é uma questão apenas que envolve uma eleição. Se eu fosse só olhar 2018, eu já tinha decidido ser candidato. Já estava decidido. Mas eu tenho que olhar um projeto de longo prazo. Eu tenho 39 anos de idade, eu não posso errar nesse momento”, disse. [Leia mais...]

[‘Se eu fosse só olhar 2018, eu já tinha decidido ser candidato’, avisa Neto]
Foto : Alexandre Galvão/ Metropress

Por Alexandre Galvão e Evilásio Júnior no dia 12 de Fevereiro de 2018 ⋅ 15:53

O prefeito ACM Neto revelou, nesta segunda-feira (12), em seu camarote no Campo Grande, que hoje seria candidato a governador do Estado na eleição de outubro. No entanto, o democrata afirmou que a sua decisão, que ele promete anunciar no próximo mês, será pautada com “responsabilidade e maturidade”.

“Ela vai levar em consideração a política, o grupo ao qual eu pertenço, mas ela é uma decisão que tem uma projeção de vida para mim. Não é uma questão apenas que envolve uma eleição. Se eu fosse só olhar 2018, eu já tinha decidido ser candidato. Já estava decidido. Mas eu tenho que olhar um projeto de longo prazo. Eu tenho 39 anos de idade, eu não posso errar nesse momento”, disse, em entrevista a jornalistas, após abordagem do Metro1.

Segundo ele, as conversas para a definição já começaram a acontecer. “Já comecei a conversar com deputados, com os partidos políticos, mas é claro que, passado o carnaval, elas vão se intensificar”, projeto.

Sobre o carnaval deste ano, que tem recebido críticas de empresários em função dos investimentos públicos nas atrações sem corda e inclusive a sugestão do governador Rui Costa para que as companhias invistam no folião-pipoca, o gestor soteropolitano ponderou que a extinção de blocos “não foi culpa da prefeitura nem do governo”

“O camarote foi a primeira concorrência dos blocos. Depois, houve mudança de atrações e de cantores de bandas […]. Os blocos deixaram de existir. Agora, não é aquela história do ovo e da galinha, não. Está claro quem nasceu primeiro. Primeiro, houve um movimento de fuga do folião dos blocos e claro que, se você não tem bloco, para você ter música acontecendo na cidade você precisa ter atração sem corda, e é o que a prefeitura vem fazendo. Aliás, é um modelo muito mais democrático”, disse, ao ponderar que o aumento no número de pessoas nas ruas se deve à falta de cordas na avenida: “Não tenho dúvida, como também tem a ver com a redução da violência”.

Neto justificou ainda que, para fortalecer a cena local “a prefeitura só contrata artistas da Bahia”.

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