
Política
Marun critica inclusão de Temer em inquérito da Lava Jato
“O constituinte foi claro ao estabelecer, na nossa Constituição, que o Presidente da República não pode ser investigado por questões eventualmente acontecidas anteriormente ao início de seu mandato”, afirmou Marun. [Leia mais...]

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, criticou a inclusão do presidente da República, Michel Temer (MDB) no inquérito que apura um suposto pagamento de propina de R$ 10 milhões pela Odebrecht para o PMDB. Segundo delatores, o negócio teria sido acertado no Palácio do Jaburu, quando Temer era vice-presidente.
“O constituinte foi claro ao estabelecer, na nossa Constituição, que o Presidente da República não pode ser investigado por questões eventualmente acontecidas anteriormente ao início de seu mandato”, afirmou Marun. “O presidente pode sim ser acusado, investigado, processado. Mas, se forem questões externas ao mandato, somente após o encerramento do mesmo”, disse, segundo o Estadão.
Essa cautela, acrescentou, foi tomada para “não permitir que questões menores ou acusações mal intencionadas pudessem prejudicar o normal funcionamento das instituições.” Ele atacou a inclusão de Temer no processo, dizendo que se baseou em “interpretações criativas”, que “vilipendiam e alteram” o sentido da Constituição.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

