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Kakay critica politização de debate sobre prisão após condenação em 2ª instância

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criticou a politização do debate sobre prisão após condenação em 2ª instância no STF, Supremo Tribunal Federal. [Leia mais...]

[Kakay critica politização de debate sobre prisão após condenação em 2ª instância]
Foto : Valter Campanato/ Agência Brasil

Por Matheus Morais e Gabriel Nascimento no dia 22 de Março de 2018 ⋅ 08:43

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, criticou a politização do debate sobre prisão após condenação em 2ª instância no STF, Supremo Tribunal Federal. Para ele, a discussão sobre a possibilidade de detenção deveria ter sido feita antes.

"Seria melhor para todo o país, inclusive para o STF. Quando entrei para discutir a hipótese da impossibilidade da prisão após o 2º grau, porque a Constituição prevê a presunção da inocência, não havia sequer o processo contra Lula, não era sequer denunciado. O interesse era mostrar que essa decisão de mandar para a prisão pode até atender interesses, mas prejudica milhares e milhares de pessoas. O cliente tradicional do tribunal é o pobre, o negro", analisou, em entrevista à Rádio Metrópole.

Na oportunidade, Kakay ainda comentou o clima de tensão vivido pelo STF atualmente. "Essa divisão acontece no seio do próprio Supremo. Ontem, tivemos uma discussão lamentável, infelizmente, criam essa sensação de insegurança. Imagine um cidadão comum do interior da Bahia vendo aquilo, imagine. É esse o tribunal que vai me julgar?", questionou.

Sobre o julgamento do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa com o objetivo de evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o magistrado disse que a tendência é de que o placar da decisão seja por 6 a 5, "seja pela prisão ou pela liberdade". "Só de ser assim, já demonstra que o Supremo precisa pacificar esse entendimento para todos. Se a ministra Rosa Weber mantiver a decisão, Lula deverá ter o direito de responder em liberdade. Mas é ruim que isso seja julgado, porque mobiliza o país. O ideal deveria ser julgar a ação direta que serviria para todos os cidadãos. Isso que é importante. Não fulanizar a discussão", enfatizou.

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