Política

Temer aumenta concessões financeiras para aliados

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra queo governo do presidente Michel Temer tem fechado os olhos para as medidas que elevam as despesas, além disso, não avança no Congresso com projetos que melhorariam a arrecadação e ainda age pela retomada de empréstimos suspensos da Caixa, o que levará à ampliação de despesas de estados e municípios já endividados. [Leia mais...]

[Temer aumenta concessões financeiras para aliados ]
Foto : Beto Barata/PR

Por Matheus Morais no dia 08 de Abril de 2018 ⋅ 07:32

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra que o governo do presidente Michel Temer tem fechado os olhos para as medidas que elevam as despesas, além disso, não avança no Congresso com projetos que melhorariam a arrecadação e ainda age pela retomada de empréstimos suspensos da Caixa, o que levará à ampliação de despesas de estados e municípios já endividados.

Ainda de acordo com a publicação, o governo também afrouxou a defesa de medidas do pacote de ajuste fiscal, o que já criou controvérsias com a equipe econômica. Considerando o que vai sair a mais e o que não vai entrar no caixa público como um todo, as manobras envolvem mais de R$ 50 bilhões.

Para piorar, a União deve aumentar a despesa da ordem de R$ 5,1 bilhões com o reajuste para servidores e de outros R$ 725 milhões em verbas a funcionários públicos que hoje fazem estourar o teto remuneratório. Temer tentava adiar o reajuste para janeiro de 2019 e impor o cumprimento do teto neste ano.

O governo deixou expirar o prazo de validade da medida provisória que tributaria os fundos de investimentos individuais exclusivos, o que teria impacto positivo de R$ 6 bilhões na arrecadação de 2019. Além disso, deixou em ponto morto a reoneração da folha de pagamento na Câmara. O projeto foi desidratado pelo relator Orlando Silva (PCdoB-SP), e a economia prevista de R$ 8,9 bilhões já sofreu corte de pelo menos 30% só com o atraso no cronograma.

A resistência do funcionalismo público também sepultou o reajuste da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além da reestruturação das carreiras que previa um salário inicial menor para servidores federais do Executivo, de R$ 5.000. 

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