Política

Aleluia: ‘Modelo atual da Eletrobras vai tirar R$ 8,4 bi de saúde e educação’

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) e Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobrás, declararam que o governo federal vai precisar gastar R$ 84 bilhões em 10 anos com a Eletrobrás, caso não avance o projeto de lei que prevê a abertura de capital da empresa mantendo o Estado como seu maior acionista (PL 9463/2018). [Leia mais...]

[Aleluia: ‘Modelo atual da Eletrobras vai tirar R$ 8,4 bi de saúde e educação’]
Foto : Divulgação

Por Tayane Rodrigues no dia 17 de Abril de 2018 ⋅ 19:40

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-ba) e Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, declararam que o governo federal vai precisar gastar R$ 8,4 bilhões em 10 anos com a companhia, caso o modelo atual seja mantido e não avance o projeto de lei que prevê a abertura de capital da empresa, com a manutenção da União como maior acionista. O diagnóstico foi apresentado em audiência pública realizada hoje (17), na comissão que debate o tema na Câmara.

O valor seria referente à parcela que o Estado teria que desembolsar para evitar um colapso do sistema elétrico nos próximos anos, além dos R$ 137 bilhões destinados à transmissão, ambos de um montante total de R$ 242 bilhões. Atualmente, a estatal é responsável por 31% da geração de energia no país, mas responde apenas por 15% do investimento no setor.

"A Eletrobras não está conseguindo competir com o setor privado e segue perdendo relevância ao investir menos do que outras empresas. Transformar a empresa em uma grande corporação nacional abrindo seu capital e assegurando o Estado como maior acionista é a única saída para que a empresa volte a ser competitiva sem tirar R$ 8,4 bilhões ao ano da saúde e da educação", defendeu Aleluia.

Amanhã (18) será realizada uma nova audiência com especialistas convidados por deputados da oposição. Entre eles, representantes da Cemig, Coletivo Nacional dos Eletricitários, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), UFMG, UFPA e Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

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