Política

‘Questão política do MDB na Bahia tem que ser resolvida pelos baianos’, diz Marun

Sobre a relação nada amistosa entre o Palácio do Planalto e o governo baiano, o ministro evitou comentar a polêmica do corte de R$ 212,4 milhões em investimentos nas áreas de saúde e turismo do Estado e minimizou as críticas proferidas constantemente pelo governador Rui Costa (PT). No entanto, ele admitiu que a relação é meramente institucional. [Leia mais...]

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Foto : Alan Santos/PR

Por Evilásio Júnior e Gabriel Nascimento no dia 27 de Abril de 2018 ⋅ 09:32

Defensor ferrenho do presidente Michel Temer, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, não demonstrou o mesmo ímpeto ao hastear a bandeira do MDB da Bahia. O articulador político do governo federal veio a Salvador para participar de um almoço-debate do Lide e garante que a estada não vai servir para estancar a crise da legenda no estado.

“Essa questão da Bahia tem que ser resolvida pelos baianos. Sou contra generalizações. Não sei se essa é a forma correta de se atuar em questões como essa, tão nervosas. Ontem recebi o prefeito Colbert Martins [Feira de Santana], mas entendo que a questão política do MDB na Bahia tem que ser resolvida pelos baianos. Não é esse o motivo da minha visita”, analisou, em entrevista a José Eduardo, na Rádio Metrópole.

O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, hoje no DEM, admitiu ontem à emissora que deixou a sigla por não conseguir tomar o controle das mãos da família Vieira Lima e que a oposição vai trabalhar pela união entre José Ronaldo (DEM) e João Gualberto (PSDB), mas não vai fazer esforço para aglutinar o nome do pré-candidato emedebista João Santana.

Sobre as acusações contra Temer, que teria recebido propina no caso do decreto dos portos, Marun analisou as denúncias como “infâmia” e voltou a dizer que o presidente é vítima de uma “conspiração nojenta” e “factoides” criados pelos principais meios de comunicação do país.

Rui Costa – Sobre a relação nada amistosa entre o Palácio do Planalto e o governo baiano, o ministro evitou comentar a polêmica do corte de R$ 212,4 milhões em investimentos nas áreas de saúde e turismo do Estado e minimizou as críticas proferidas constantemente pelo governador Rui Costa (PT). No entanto, ele admitiu que a relação é meramente institucional.

"É uma relação que existe nos termos do que é previsto na Constituição, termos dos direitos e deveres impostos pelo pacto federativo. Nós temos através de emendas parlamentares um capital de recursos importantes destinado ao governo da Bahia, inclusive, esse financiamento [empréstimo de R$ 400 milhões do Banco do Brasil que só foi liberado após decisão judicial] que se fala, ele acabou saindo [...], mas a relação política é inexistente. Essa é a verdade", reconheceu.

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