
Política
Renan diz que MDB se ‘rebaixa’ ao lançar Meirelles: ‘É um candidato inexpressivo’
Senador diz que vai votar contra candidatura na convenção emedebista: “Será muito ruim se ele for homologado”

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Embora seja do MDB, o senador Renan Calheiros se mostrou contrário à candidatura do correligionário Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto. Ele defendeu que a sigla não homologue a postulação do ex-ministro na convenção marcada para o dia de 2 de agosto, em Brasília.
Em entrevista à Rádio Metrópole, o alagoano afirmou que a empreitada do ex-chefe da Fazenda “constrange” e “rebaixa” o partido. Para ele, será um “horror” os candidatos a governadores terem o presidenciável emedebista no palanque.
“O MDB sempre quis ter um candidato próprio, competitivo, para ajudar nas candidaturas estaduais e, evidentemente, com chances de ter um bom desempenho ir para um segundo turno e agregar nos palanques estaduais. […] Mas o fato é que o MDB não tem um quadro originário, genuíno, composto, formado. Aí houve esse movimento para importar o Meirelles. Se for para importar alguém, que não seja o Meirelles. Não é nada pessoal. Eu tenho respeito por ele, mas é um candidato inexpressivo. Constranger o MDB com essa candidatura é rebaixar o partido e dificultar as eleições nos estados”, atacou.
O senador afirmou, ainda, que Meirelles seria um “bom” nome para comandar bancos. “Não é uma candidatura, é uma fantasia. […] Ele não é um bom candidato à Presidência da República do Brasil. Será muito ruim se ele for homologado”, pontuou.
Lula – O emedebista disse ainda que gostaria de apoiar Lula, que deve ter a candidatura indeferida com base na Lei da Ficha Limpa. “Estive com ele em Curitiba e acho que, nesse momento complexo da vida nacional, ninguém melhor do que o Lula para tirar o país dessa situação. Evidente que eu compreendo as dificuldades, o processo de perseguição. Ele foi condenado sem provas por um juiz de primeira instância”, avaliou.
Collor – Sobre a candidatura do conterrâneo Fernando Collor (PTC) à Presidência, Calheiros afirmou que o colega de Senado terá a oportunidade de “conversar com os brasileiros e mostrar o que aconteceu com ele nos últimos anos”. “Ele é um político muito intuitivo. Foi o maior fenômeno eleitoral de todos os tempos no Brasil indiscutivelmente. É uma coisa que é preciso levar em consideração”, pontuou.
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