
Política
Alcolumbre decidiu não prorrogar CPI do Crime Organizado, diz relator da comissão
CPI foi instalada no começo de novembro e prazo de encerramento das atividades acaba na próxima terça-feira (14)

Foto: Pedro França/Agência Senado | Carlos Moura/Agência Senado
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não irá prorrogar o prazo de funcionamento do colegiado. A declaração foi feita nesta terça-feira (8), após o relator se reunir com Alcolumbre no Senado.
Vieira teceu críticas à posição do senador e disse que se trata de um “grande desserviço” ao país. “Ele justifica dizendo que se trata de um ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento. Eu entendo que o presidente Davi presta um grande desserviço para a nação. A CPI tem assuntos importantes ainda a analisar; nós temos um volume muito elevado de documentos, de dados, de sigilos que foram quebrados, que precisam ser analisados”, diz o relator.
Diante do cenário, o relatório será apresentado e votado na próxima semana, quando termina o prazo dos trabalhos da comissão. “A gente espera conseguir enfrentar o máximo de temas possíveis nesse relatório”, afirma Vieira. A CPI foi instalada no começo de novembro e o prazo de encerramento das atividades acaba na próxima terça-feira (14).
O que pauta a CPI
Uma das principais pautas debatidas pela CPI é o caso do Banco Master. A comissão chegou a convocar o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros envolvidos, como o empresário Fabiano Zettel e ex-executivos do banco. O colegiado aprovou ainda, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de pessoas ligadas ao caso, incluindo Zettel e Luiz Phillipi Mourão, apontado como aliado de Vorcaro. Mesmo com o avanço das apurações, Alcolumbre decidiu não prorrogar os trabalhos do colegiado.
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