
Política
‘Presidencialismo de coalizão é fonte de corrupção crônica’, diz Demétrio Magnoli
Sociólogo avaliou que, para ter maioria no Congresso, Bolsonaro, Ciro ou Marina teriam que “cooptar aliados”

Foto: Luciano Piva/TV Cultura
O sociólogo Demétrio Magnoli avaliou que o sistema de presidencialismo de coalizão, que foi instituído no país após a Constituição de 1988, se transformou em “cooptação e fonte de corrupção crônica”.
“[Jair] Bolsonaro, Ciro [Gomes], Marina [Silva] teriam que governar com maioria no Congresso e teriam que construir isso por meio da cooptação de aliados e do intercâmbio de pedaços do aparelho administrativo com esses aliados. É a tal história de que presidencialismo de coalizão se transformou em cooptação e fonte de corrupção crônica. Isso aparece claramente nessa eleição”, analisou.
Para ele, independentemente de quem for eleito presidente da República na eleição terá de se curvar à “multidão de partidos que têm interesses praticamente fisiológicos”.
“A reforma política foi sendo adiada até que o sistema se curvasse para os seus próprios pecados. O candidato com mais alianças e que tem mais tempo na televisão, Geraldo Alckmin [PSDB], [se ganhar] também para ter maioria no Congresso, terá que organizar uma base de apoio sem nenhum tipo de sustentação em consensos políticos”, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole.
O sociólogo disse que há atualmente um “isolamento” da elite política. “É a prova de uma crise profunda do sistema político, da Nova República que nasceu lá atrás”, sentenciou.
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