Política

PF deflagra operação contra crime eleitoral na Bahia

Vereador de Vitória da Conquista é alvo da ação da PF

[PF deflagra operação contra crime eleitoral na Bahia]
Foto : Divulgação/PF

Por Rodrigo Daniel Silva no dia 30 de Agosto de 2018 ⋅ 07:55

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (30), uma operação para combater crimes eleitorais nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Mato Grosso. São cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, 23 medidas cautelares diversas da prisão e 61 ordens de intimação. 

Na Bahia, os agentes da PF cumprem mandados em Salvador, Vitória da Conquista, Itabuna, Wenceslau Guimarães e Lauro de Freitas. A operação é batizada de Condotieri.

Segundo a PF, os delitos foram cometidos em 2016 por um então candidato, eleito vereador, da cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. 

Os investigadores acusam o legislador municipal de ofereceber empregos no pesídio da cidade, em troca de apoio na campanha e de votos. Os suspeitos teriam também usado a rutura de outros órgãos públicos, como o Detran e a zona azul, para o mesmo fim e  para falsificar recibos entregues na prestação de contas à Justiça Eleitoral.

De acordo com a força-tarefa, os investigados se serviram de pelo menos duas empresas de “fachada” para emissão de notas “frias”, que eram utilizadas para a prestação das contas.

Além do vereador, estão envolvidos no esquema um ex-presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, o assessor de um deputado federal, um ex-deputado estadual da Bahia, assessores, o ex-diretor do 4º Ciretran de Vitória da Conquista, membros da empresa que administra o novo presídio de Vitória da Conquista, sócios administradores do consórcio zona azul, além de outras pessoas. Os nomes não foram divulgados.

Além disso, dois dos mandados cumpridos são contra empresários alvos na operação Calicute, que representou a 37ª fase da Lava Jato, que apura uma associação criminosa que atuou em obras no Rio de Janeiro.

A Justiça Eleitoral determinou ainda o bloqueio de bens e valores de membros na ordem de aproximadamente R$ 420 mil, em razão do valor potencial do desvio. Os suspeitos vão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica, patrocínio infiel e estelionato.

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