
Política
MP aponta Beto Richa como chefe de esquema que fraudou licitação de R$ 70 milhões
Acordo entre agentes públicos e empresas contratadas previa 8% de propina

Foto: Sandro Nascimento/ALEP
O ex-governador do Paraná e atual candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), preso na manhã de ontem, é apontado pelo Ministério Público do Estado como chefe de uma organização criminosa envolvida na fraude de uma licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção de estradas rurais. O caso aconteceu em 2011.
De acordo com a Justiça, o esquema funcionava com base no aluguel de máquinas da iniciativa privada. A licitação era fraudada para que as empresas envolvidas ganhassem o contrato superfaturado.
Segundo os promotores, o acordo com os empresários previa que o governador e outros agentes públicos receberiam pagamento de 8% sobre o faturamento bruto, a título de propina.
Ainda de acordo com as investigações, Richa contava com o apoio de Pepe Richa, Luiz Abi, Ezequias Moreira e Deonilson Roldo para organizar o esquema.
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