Política

Câmara se esquiva de crítica à campanha de Alckmin

Tucano afirmou que estava empenhado na corrida pela cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia

[Câmara se esquiva de crítica à campanha de Alckmin]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Marina Hortélio no dia 23 de Outubro de 2018 ⋅ 19:36

Correligionário do candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, Paulo Câmara se esquivou de criticar a campanha da sigla ao Planalto, que foi coordenada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), em entrevista à Rádio Metrópole hoje (23).

Eleito deputado estadual pela sigla, o tucano afirmou que estava empenhado na corrida pela cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia. "Esse discurso da destruição, eu não concordo, se foi o prefeito ACM Neto, se foi o coordenador de marketing, eu não sei. Nunca fui ouvido, nunca fui chamado, sempre dei minhas opiniões. Agora, volto a repetir, nunca concordei com nada daquilo na TV. Quem tem que falar isso é o candidato Geraldo Alckmin, eu cuidei da minha vida aqui e fui um dos poucos que acompanhou o candidato Zé Ronaldo nas ruas, no interior, pelo menos", disse Câmara. "Agora, compete a avaliação dos partidos que abraçaram a candidatura de Alckmin e fazer a avaliação da coordenação geral. Não sou eu, que não participei, não fui ouvido, não dei opinião", concluiu.

O tucano disse ainda que a legenda irá reunir a Executiva para decidir se a presidência continua com João Gualberto, que deixará a vida pública e vai morar nos EUA. "Não sei dizer [se ele continua]. Vamos fazer uma reunião da executiva agora. Temos uma bancada federal e estadual eleita e é uma nova composição, muito diferente". Apesar disto, Câmara não deve brigar pelo comando da agremiação.

Sobre 2020, a próxima eleição municipal, o deputado estadual eleito sinalizou que o partido pode ter candidato. "O PSDB tem bons quadros. Bons nomes. Imbassahy, meu nome, Marcell Moraes, Adolfo Viana. Marcell um nome que tem muita força em Salvador".

Questionado sobre a possibilidade de mudar de partido, Paulo Câmara disse não ter interesse, mas apontou que a legenda precisa realizar uma autocrítica. "Não passa pela minha cabeça não. Passa primeiro em fazer essas críticas internas e mudar. Acho que o partido é um partido com sigla forte e precisa ter a humildade e dizer que errou. Botar a sandália da humildade, nós vamos propor isso, tá de acordo, vamos ouvir", afirmou o parlamentar.

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