Política

'Se for necessário prender 100 mil, qual o problema?', diz filho de Bolsonaro

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, deputado federal defendeu a criminalização de ações como as do MST

['Se for necessário prender 100 mil, qual o problema?', diz filho de Bolsonaro]
Foto : Wilson Dias/Agência Brasil

Por Juliana Rodrigues no dia 12 de Novembro de 2018 ⋅ 12:07

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, disse, em entrevista publicada hoje (12) no jornal O Estado de S. Paulo, que não vê problema na criminalização de ações de ativistas, a exemplo dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

"O que ocorre hoje é que grupos como o MST por vezes utilizam o seu poder criminoso para invadir terras, incendiar tratores para obrigar o fazendeiro a vender suas terras a um preço abaixo do mercado. Eles impõem o terror para ganhar um benefício por outro lado. É isso que a gente visa combater. Isso aí é terrorismo. É a intenção de levar o terror para amedrontar as pessoas. Se fosse necessário prender 100 mil pessoas, qual o problema nisso?", declarou.

O parlamentar rebateu as acusações de que o juiz Sérgio Moro, indicado como ministro da Justiça do novo governo, teria tido uma atuação parcial contra o PT. "Ele condenou gente de todos os partidos. Nós não temos essa preocupação, pois eles sempre vão criticar. A crítica fundada ou infundada vai sempre ser constante. Moro virou símbolo de combate à corrupção", disse.

Ainda segundo Eduardo Bolsonaro, partidos de esquerda como o PT, o PCdoB e o PSOL se enquadram em um tipo de oposição com o qual "não existe espaço para dialogar".

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