Política

Novo chanceler do Brasil diz que que esquerda criou 'ideologia de mudança climática'

Em seu blog, batizado de Metapolítica 17, ele costuma se manifestar sobre o PT, imigração, feminismo e fake news

[Novo chanceler do Brasil diz que que esquerda criou 'ideologia de mudança climática']
Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 16 de Novembro de 2018 ⋅ 10:20

Escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro como novo Ministro de Relações Exteriores, o diplomata Ernesto Araújo acredita que a "causa ambiental" foi criada por conservadores, mas capturada pela esquerda, que a "perverteu" e transformou na "ideologia da mudança climática". Em seu blog, batizado de Metapolítica 17, ele costuma se manifestar sobre o PT, imigração, feminismo e fake news.

Sobre a condição climática, Ernesto afirmou que os movimentos de esquerda subverteram o tema. “Ao longo do tempo [...] a esquerda sequestrou a causa ambiental e a perverteu até chegar ao paroxismo, nos últimos 20 anos, com a ideologia da mudança climática, o climatismo”, diz o novo chanceler, em trecho do blog.

"O climatismo juntou alguns dados que sugeriam uma correlação do aumento de temperaturas com o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ignorou dados que sugeriam o contrário, e criou um dogma 'científico' que ninguém mais pode contestar sob pena de ser excomungado da boa sociedade", declara Araújo.

Um das promessas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) é retirar o Brasil do Acordo de Paris, assinado em 2015 e que prevê a redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020. A ideia dele é seguir o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saiu do tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) dizendo que era ruim para o desenvolvimento econômico de seu país.

Notícias relacionadas

[Doria diz que Bolsonaro precisa trabalhar mais e tuitar menos]
Política

Doria diz que Bolsonaro precisa trabalhar mais e tuitar menos

Por Juliana Rodrigues no dia 20 de Setembro de 2019 ⋅ 10:40 em Política

Nova provocação entre os potenciais adversários nas eleições presidenciais de 2022 acontece em meio ao anúncio de investimentos da montadora Toyota em São Paulo