Política

Lava Jato prende prefeito de Niterói, no Rio de Janeiro 

A operação, baseada em delação do ex-dirigente da Fetranspor Marcelo Traça,também cumpriu outros três mandados de prisão e 19 de busca e apreensão

[Lava Jato prende prefeito de Niterói, no Rio de Janeiro ]
Foto : Divulgação / Reprodução Prefeitura de Niterói

Por Alexandre Galvão no dia 10 de Dezembro de 2018 ⋅ 06:28

Desdobramento da Lava Jato prendeu o prefeito de Niterói, no Rio de Janeiro, Rodrigo Neves. De acordo com o G1, ele foi denunciado por  desvio de mais de R$ 10 milhões da verba de transporte do município.

A operação, baseada em delação do ex-dirigente da Fetranspor Marcelo Traça, também cumpriu outros três mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. Traça também foi denunciado pelo MP. Os cinco vão responder por peculato e corrupção ativa e passiva.

O prefeito de Niterói é apontado como líder de esquema que cobrava das empresas de ônibus consorciadas do município 20% sobre os valores do reembolso da gratuidade de passagens. O benefício é concedido a alunos da rede pública de ensino, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais.

Domício Mascarenhas de Andrade, ex-secretário de Obras de Niterói, é apontado por arrecadar as quantias e negociar com os representantes dos consórcios.

Além dele, outros dois empresários foram presos: João Carlos Félix Teixeira, presidente do consórcio TransOceânico e sócio da Viação Pendotiba, e João dos Santos Silva Soares, presidente do consórcio Transnit e sócio da Auto Lotação Ingá.

A denúncia afirma que Neves atrasava o pagamento do reembolso das gratuidades como forma de pressionar as viações a garantir sua parte no acordo. O esquema também previa o combate ao transporte clandestino de passageiros para que os consórcios operassem sem concorrência.

Notícias relacionadas

[Bolsonaro tira Joice Hasselmann de liderança do governo ]
Política

Bolsonaro tira Joice Hasselmann de liderança do governo 

Por Alexandre Galvão no dia 17 de Outubro de 2019 ⋅ 14:15 em Política

Joice foi escolhida líder do governo em fevereiro, pela indicação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)