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Governo dá como certo pedido de impeachment e Cunha vai comandar movimento

O governo já dá como certa a abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Congresso e um time de advogados e juristas foi montado para defender a presidente. Ontem (11) Dilma se reuniu novamente com ministros, no Palácio da Alvorada, e ela teve a informação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandará um "movimento" pró-impeachment. [Leia mais...]

Governo dá como certo pedido de impeachment e Cunha vai comandar movimento

Foto: Reprodução / UOL

Por: Camila Tíssia no dia 12 de outubro de 2015 às 13:49

O governo já dá como certa a abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Congresso e um time de advogados e juristas foi montado para defender a presidente. Ontem (11) Dilma se reuniu novamente com ministros, no Palácio da Alvorada, e ela teve a informação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandará um "movimento" pró-impeachment.

Segundo uma publicação do UOL, a decisão do Palácio do Planalto é recorrer ao Supremo Tribunal Federal assim que algum requerimento solicitando o afastamento de Dilma for aceito pela Câmara. A avaliação do governo é de que, acuado após a denúncia do Ministério Público da Suíça mostrando contas secretas atribuídas a Cunha e abastecidas com dinheiro desviado da Petrobrás, ele vai pôr em prática o jogo combinado com a oposição para atingir Dilma.

Com isso, o presidente da Câmara rejeitará, nesta terça (13), o pedido dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, propondo a deposição da presidente. Na reunião de ontem (11), alguns ministros disseram que a decisão do PSDB, DEM, PPS, PSB e Solidariedade de divulgar uma nota pedindo o afastamento de Cunha do comando da Câmara não passa de um jogo de cena. 

Os juristas prepararam pareceres para dar sustentação à defesa de Dilma. Na semana passada, diante da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de abrir uma ação de impugnação contra a chapa formada por Dilma e pelo vice Michel Temer, Dalmo Dallari também sustentou que o órgão não tem competência para cassar mandato de presidente da República.