Política

Temer diz que 'crime de amizade' não existe e acusa 'núcleo da PGR' querer sua cabeça como troféu

Preso durante quatro dias em março, ele afirma ter confiado na idoneidade de parte do seu círculo, que hoje continua detido

[Temer diz que 'crime de amizade' não existe e acusa 'núcleo da PGR' querer sua cabeça como troféu]
Foto : Beto Barata/PR

Por Juliana Almirante no dia 12 de Abril de 2019 ⋅ 13:00

Michel Temer (MDB) afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira (12), que não existe "crime de amizade" e que há um núcleo da Procuradoria-Geral da República (PGR) que "quer a cabeça" do ex-presidente como uma espécie de troféu. 

O ex-chefe do Palácio do Planalto ficou preso durante quatro dias em março e se tornou réu, por quatro vezes, nas últimas semanas.

"Minha homenagem à Procuradoria-Geral da República e aos promotores públicos em geral. Eles fazem um trabalho extraordinário. Mas há um núcleo, que é um núcleo punitivista. É um núcleo [Temer bate na cadeira] que quer dizer o seguinte: eu quero a cabeça dele, de um ex-presidente da República, na minha sala. Quero um troféu", declarou. 

Temer ainda diz ter confiado na indoneidade de parte do seu círculo, que hoje está preso: José Yunes, Moreira Franco, Rodrigo Rocha Loures, ​Geddel Vieira Lima e o coronel Lima.

"Eu confio enquanto eu os conheci, enquanto conviveram comigo, idoneidade absoluta. Se alguém fez alguma coisa, eles estão se defendendo no Judiciário. Não se pode imputar aquilo que eu chamo de crime da amizade. Se eu conheço fulano, e ele fez alguma coisa, eu sou responsável. É o mesmo raciocínio para dizer: se a empresa tal fala comigo, eu sou responsável pela empresa. Agora, não tenho uma palavra negativa para falar em relação a eles", declarou o ex-presidente. 

Notícias relacionadas

[Bolsonaro tira Joice Hasselmann de liderança do governo ]
Política

Bolsonaro tira Joice Hasselmann de liderança do governo 

Por Alexandre Galvão no dia 17 de Outubro de 2019 ⋅ 14:15 em Política

Joice foi escolhida líder do governo em fevereiro, pela indicação dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)