Política

Conselheiro Fernando Vita recorda primeiros anos como jornalista

"Eu comecei no jornalismo vendendo jornal", relembra ele, que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM)

[Conselheiro Fernando Vita recorda primeiros anos como jornalista]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 22 de Maio de 2019 ⋅ 12:00

O jornalista e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Fernando Vita, falou sobre os primeiros anos da carreira, em entrevista ao programa Jornal da Metrópole do Ar, na manhã de hoje (22).

Nascido em Santo Antônio de Jesus, ele começou a atuar na cidade, ainda adolescente, como correspondente do Jornal da Bahia. Ele lembrou que o dia que assumiu a função foi o mesmo em que ocorreu o golpe militar de 1964. 

"Eu comecei no jornalismo vendendo jornal. Minha mãe achava que eu tinha muito tempo ocioso e conseguiu que eu fosse agente correspondente do jornal em Santo Antônio de Jesus. Dei um azar terrível, porque no dia que estreei, o jornal saiu com vários espaços em branco por causa da censura, no dia 1º de abril (de 1964). Quando chegou o jornal com espaço censurado, as pessoas  não entenderam, porque as notícias demoravam para chegar", recordou.

Cerca de um ano depois, ele foi para Salvador e começou a atuar no almoxarifado do jornal, que teve o tio dele, Alberto Vita, como um dos fundadores. 
 
"Meu tio, Alberto Vita, foi um comunista daqueles de primeira hora. Esse meu tio Alberto era um camarada muito simpático e foi um dos fundadores do Jornal da Bahia, que morreu precocemente. Deixou muita saudade na classe, inclusive no jornal, porque era um camarada muito querido", lamentou.

Depois do trabalho de almoxarife, ele começou a atuar na revisão gráfica e ortográfica do jornal. "O pessoal sabia escrever. Um bocado de 'meninos bobos' com letrinhas tipo Glauber Rocha, João Ubaldo Ribeiro, Ariovaldo Matos", brincou. 

Fernando Vita depois começou a atuar como repórter de jornal e chegou a cursar direito na Universidade Federal da Bahia (Ufba). "Acontece que estava de corpo e alma no jornalismo. A Escola de Direito ficava no viaduto do Canela e a minha sorte era de que para ir para escola de jornalismo bastava atravessar o viaduto. Na escola de direito, estava entre belíssimos professores. Na escola de jornalismo, estava com professores que dividiam redação comigo", relembra.

"De repente, descobri que ia ser mais um advogado no jornalismo. Tranquei direito e fui fazer jornalismo", completou.

Notícias relacionadas