Política

Aliado de Rui, João Isidório contemporiza gestão de Neto: 'Tem pontos positivos e negativos'

“Quem tem que avaliar gestor é o povo. É muito fácil o povo me eleger deputado e eu dizer o prefeito fulano é isso, o prefeito fulano é aquilo"

[Aliado de Rui, João Isidório contemporiza gestão de Neto: 'Tem pontos positivos e negativos']
Foto : Matheus Simoni

Por Adelia Felix no dia 05 de Junho de 2019 ⋅ 20:39

Diferentemente do deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o filho dele, o deputado estadual João Isidório (Avante-BA), o mais votado da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nas últimas eleições, adota um discurso mais brando ao ser questionado sobre a gestão do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

“Quem tem que avaliar gestor é o povo. É muito fácil o povo me eleger deputado e eu dizer o prefeito fulano é isso, o prefeito fulano é aquilo. É por isso, que hoje eu defendo a unificação das eleições. Quem tem que avaliar gestão é o povo. O prefeito ACM Neto tem alguns pontos positivos, mas tem pontos negativos também”, disse durante o programa Jornal da Cidade - II edição, na Rádio Metrópole, apresentado por José Eduardo, na noite desta quarta-feira (5).

Na entrevista, o apresentador lembrou de um desentendimento ocorrido entre o então deputado estadual e o prefeito, nas eleições de 2016. No ano passado, o Sargento Isidório foi condenado a pagar dez cestas básicas ao Hospital Martagão Gesteira após processo movido pelo gestor soteropolitano. O deputado disse que o prefeito prometeu matá-lo.

“Teve sim… Naqueles embates, na forma polêmica que painho conduz as coisas. Mas nada que não se resolva. Depois que está eleito, a gente tem que respeitar, dialogar”, disse e logo depois criticou a saúde básica em Salvador, dizendo que “não atinge 40%”, ocasionando superlotação nos hospitais. 

Eleições
Na oportunidade, ele reafirmou que o pai pretende disputar a prefeitura de Salvador, em 2020. “Ele tem esse desejo no coração. Salvador foi onde ele nasceu. Acredito que ele tenha essa vontade. Tudo vai depender das articulações”, disse.

Governo Federal
O parlamentar também teceu críticas ao Governo Federal. “O negócio está sério. Se a gente não tivesse um governador comprometido… Só um Ministério, que é o do Desenvolvimento Regional, deve a Bahia R$ 500 milhões. As obras estão paradas? A Bahia está colocando recursos próprios. Até hoje, o SUS [Sistema Único de Saúde] não entrou. Só aí, o governo coloca quase R$ 200 milhões. A gente faz parte do governo não é por achego, é por trabalho”, pontuou. 

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