Política

Caso Queiroz pode levar crise a mais gabinetes de Bolsonaros

Entre os alvos do Ministério Público do Rio, há 69 funcionários do antigo gabinete de Flávio na Alerj

[Caso Queiroz pode levar crise a mais gabinetes de Bolsonaros]
Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Kamille Martinho no dia 09 de Junho de 2019 ⋅ 14:30

A investigação sobre os funcionários do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ameaça arrastar os gabinetes dos demais integrantes da família para a crise, que começou a partir da revelação de transações financeiras atípicas envolvendo o policial militar da reserva, Fabrício Queiroz.

Diversas nomeações para cargos comissionados feitas ao longo dos últimos anos, faz com que sete funcionários investigados tenham passado por mais de um gabinete dos Bolsonaro durante o período abrangido pela quebra de sigilo bancário e fiscal das 86 pessoas e nove empresas ligadas ao atual senador pelo Rio, de 2007 a 2018. 

Entre os alvos do Ministério Público do Rio, há 69 funcionários do antigo gabinete de Flávio na Alerj, todos suspeitos de participar do esquema conhecido como "rachadinha", quando o assessor devolve parte ou a totalidade do salário ao político que o contrata. Ao todo, 12 já trabalharam antes ou depois do período abrangido pela quebra do sigilo com outros integrantes da família Bolsonaro, incluindo o presidente. 

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