Política

Benito Gama lembra voto que 'abriu porteira' para impeachment de Collor

À época, Benito era do grupo político liderado pelo ex-governador ACM, que defendia Collor

[Benito Gama lembra voto que 'abriu porteira' para impeachment de Collor]
Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Juliana Almirante no dia 18 de Junho de 2019 ⋅ 12:52

O ex-deputado federal Benito Gama (PTB) relembrou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (18), o voto a favor do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em setembro de 1992. 

À época, Benito era do grupo político liderado pelo ex-governador ACM, que defendia Collor. O ex-parlamentar admitiu que seu voto teve importância para "abrir a porteira" dos votos contrários a Collor.

O irmão caçula do presidente, Pedro Collor de Mello, denunciou Paulo César Farias, o PC, amigo de Fernando Collor e ex-tesoureiro da campanha eleitoral, de comandar um esquema de corrupção dentro do governo. 

"Não foi simples. Reconheço a importância disso, a audiência da TV Globo naquela época foi de Copa do Mundo, no dia do impeachment. Os jovens na frente do Congresso e, realmente, o Brasil explodiu com aquilo. Foi uma coisa muito forte. (Meu voto) abriu a porteira, sem duvida alguma", recorda. 

Antes de comandar a CPI que investigou a denúncia contra Collor, Benito lembra ainda da entrada na política-partidária, quando participou de uma bancada de 23 deputados do então PFL.

Ele recorda a importância da participação na  Assembleia Nacional Constituinte, que teve como função reformar a Constituição.

"Fizemos uma coisa organizada. Nós fincamos os pilares da Bahia na Constituinte. Foi uma coisa que felizmente deu certo nesse período, ajudando a construir coisas no Brasil e na Bahia", comemora. 

Com 20 anos de mandato, ele acabou não sendo reeleito no ano passado, com a "onda de renovação" no Congresso Nacional. 

"Eu fui nessa onda também. Mas não me considero aposentado de jeito nenhum. Eu penso que, posso não ter mandato, mas presido PTB na Bahia e sou o primeiro vice-nacional do partido. (...) Eu não posso me aposentar, modéstia a parte, com a experiência que tenho, posso contribuir. Hoje estou em Brasília, com Davi Alcolumbre, que me chamou para trabalhar com ele na Presidência do Senado", diz.

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