Política

Moro acredita ser vítima de ‘quadrilha’ na Vaza Jato: ‘Não é um adolescente com espinhas’ 

Ontem, o Intercept Brasil divulgou novos trechos de mensagens entre o juiz Moro e membros da Lava Jato no Ministério Público

[Moro acredita ser vítima de ‘quadrilha’ na Vaza Jato: ‘Não é um adolescente com espinhas’ ]
Foto : Marcos Oliveira/Agência Senado

Por Alexandre Galvão no dia 19 de Junho de 2019 ⋅ 09:49

Ex-juiz e atual ministro da Segurança Pública e da Justiça, Sergio Moro acredita que foi vítima de uma quadrilha especializada em hackear dados. 

“Existe um grupo criminoso organizado por trás dos ataques. Um grande número de pessoas foi vítima, que aponta que não foi uma pessoa isolada. Eu percebi que o grupo, utilizando aparelhos invadidos, para fingir ser uma pessoa de caráter brincalhão, interagiu fingindo ser eu com uma apresentadora de programa no Paraná e ela achou que era eu. […] Todos observaram que circulou uma mensagem de WhatsApp afirmando que os vazamentos era de um procurador da república traidor. Só que essa afirmação é pura contrainteligência. Não confere com as tentativas de invasão que eu presenciei. Quem faz as operações de contra inteligência não é adolescente com espinhas na frente do computar, mas sim um grupo”, afirmou, durante depoimento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. 

Ontem, o Intercept Brasil divulgou novos trechos de mensagens entre o juiz Moro e membros da Lava Jato no Ministério Público. Nelas, Moro aparece repreendendo investigações contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Ainda no depoimento, Moro revelou que ontem um grupo foi preso em Santa Catarina. “Eles faziam esse tipo de coisa [hackear aparelhos] para vender proteção política a grupos políticos”, disse. O ministro do presidente Bolsonaro disse ainda que as divulgações jornalísticas violam “regra básica” do jornalismo. “O veículo não me consultou previamente. Violou uma regra básica do jornalismo dizendo que tinha medo de ser censurado ou vítima de busca e apreensão. Tenho tido muita cobrança no sentido de dizer se as mensagens são autênticas ou não. Não tenho mais essas mensagens  no meu celular. Sei em 2017, salvo engano com aquele momento que foram noticiadas invasões na eleição dos EUA. Eu achei que não era muito seguro e saí”.

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