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Política

MP tem um 'cometa para enterrar na gente', diz Queiroz em áudio

Ex-assessor demonstra preocupação com a investigação das práticas de lavagem de dinheiro e peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)

[MP tem um 'cometa para enterrar na gente', diz Queiroz em áudio]
Foto : Reprodução/ Redes Sociais

Por Juliana Almirante no dia 28 de Outubro de 2019 ⋅ 07:07

O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz demonstrou, em conversas de WhatsApp vazadas e obtidas pela Folha, que tem preocupação com a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra os dois e a comparou com um problema "do tamanho de um cometa".

Ele ainda se diz abandonado e avalia que seu grupo político temeroso, quando poderia exercer força política. Queiroz também aponta falhas na condução do governo e considera que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deveria utilizar a estrutura policial contra aqueles que lhe causam dificuldades.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, afirmou o policial militar aposentado.

O áudio é de julho deste ano e não é possível determinar a quem ele se refere como protegido, segundo a reportagem. O interlocutor, a quem Queiroz envia a mensagem, também não é identificado. A fonte que encaminhou as gravações à reportagem pediu para não ter o nome revelado. 

Ainda nas conversas, o ex-assessor revela tristeza com a situação política dos aliados. “Era para a gente ser a maior força, a gente. Está todo mundo temendo, todo mundo batendo cabeça”, declara ele ao interlocutor.

Queiroz também reclama da cobertura da imprensa e diz sentir pena do presidente após as crises sucessivas do governo, inclusive a causada pela investigação contra ele.

A investigação conduzida pelo MP do Rio, por meio do Gaecc (Grupo de Atuação ao Combate à Corrupção), investiga as práticas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro no período em que foi deputado estadual.

De acordo com a defesa de Queiroz, ele está em São Paulo desde dezembro do ano passado para o tratamento de um câncer.

Jair e Flávio Bolsonaro dizem que não conversam com Queiroz desde que a atípica movimentação financeira do ex-assessor veio à tona, no final do ano passado. 

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