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Política

Frota acusa Carlos Bolsonaro de chefiar esquema de fake news

Deputado ainda afirmou que há um grupo de trabalho dentro gabinete pessoal do presidente da República no Palácio do Planalto

[Frota acusa Carlos Bolsonaro de chefiar esquema de fake news]
Foto : Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Por Adelia Felix no dia 30 de Outubro de 2019 ⋅ 15:23

Deputado federal pelo PSDB paulista, Alexandre Frota (PSDB-SP) acusou o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), de comandar milícias digitais responsáveis por espalhar informações falsas na internet. A declaração ocorreu durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga operações de disseminação de fake news nas redes sociais, nesta quarta-feira (30).

“Quem coordena? Carlos Bolsonaro, direto do Rio de Janeiro, realizando reuniões, disparando via WhatsApp os seus comandos”, disse o deputado. Segundo ele, há um grupo de trabalho dentro gabinete pessoal do presidente da República no Palácio do Planalto, pago com recursos públicos salariais para disseminar notícias falsas contra alvos políticos. O parlamentar acusou os assessores Mateus Sales Gomes e Tercio Arnaud Tomaz comporem este grupo.

Na ocasião, ele foi questionado pela deputada Lídice da Mata (PSB), relatora da comissão, sobre empresas que tenham financiado milícias virtuais durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Frota mostrou uma foto de um almoço com Bolsonaro, na época de sua campanha eleitoral em 2018, e citou o nome de diversos empresários que estariam envolvidos no impulsionamento de conteúdos no Facebook do então candidato.

Segundo o parlamentar, também estavam presentes Carlos e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL). Durante a conversa no almoço, de acordo com Frota, Carlos teria perguntando a Bolsonaro sobre pessoas que poderiam financiar o impulsionamento de conteúdo no Facebook.

Frota então relata ter ouvido nomes de dois empresários: Otávio, Mayer e Letícia Catel, que mais tarde assumiria como diretora da Pepsi. Ainda de acordo com o que ouviu no almoço, o clã teria citado o nome de Vitor Meta como responsável por conseguir os patrocínios.
 

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