Política

Eduardo Bolsonaro defende 'um novo AI-5' em caso de 'esquerda radicalizar'

Deputado sugere ainda que outra "resposta" possível seria por meio de uma legislação aprovada através de plebiscito, como ocorreu na Itália

[Eduardo Bolsonaro defende 'um novo AI-5' em caso de 'esquerda radicalizar']
Foto : Wilson Dias/Agência Brasil

Por Juliana Almirante no dia 31 de Outubro de 2019 ⋅ 11:55

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou, durante entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no Youtube, que um "novo AI-5" pode ser uma resposta a ser adotada em caso de radicalização pela esquerda. 

Ele foi perguntado sobre a volta do grupo de Cristina Kirchner ao poder na Argentina e os protestos no Chile. 

"A gente tem que encarar isso aí de frente, em algum momento. Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam autoridades. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. Uma resposta ela pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de plebiscito, como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada", ameaçou o parlamentar.

O Ato Constitucional nº5, conhecido como AI-5, foi baixado em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do general Costa e Silva, e é a expressão mais acabada da ditadura militar brasileira (1964-1985).

De acordo com o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Faculdade Getulio Vargas (FGV), o AI-5 vigorou até dezembro de 1978 e produziu um elenco de ações arbitrárias de efeitos duradouros. O ato definiu o momento mais duro do regime, dando poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou como tal considerados.

Confira a entrevista na íntegra:

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