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Política

Planalto acusa Globo de perseguir Bolsonaro e cita propinas à Fifa

Secom acusa emissora tentar envolver o presidente na morte da vereadora carioca Marielle Franco

[Planalto acusa Globo de perseguir Bolsonaro e cita propinas à Fifa]
Foto : José Cruz/Agencia Brasil

Por Adelia Felix no dia 04 de Novembro de 2019 ⋅ 18:45

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República, chefiada por Fábio Wajngarten, rebateu por meio de publicações no Twitter, nesta segunda-feira (4), o comunicado divulgado internamente pelo diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel. Em mensagem aos jornalistas da emissora que participaram da produção da reportagem sobre o suposto envolvimento do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, divulgada nesta segunda-feira (4) por Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, disse ter orgulho do resultado da apuração.

“Seguiremos fazendo jornalismo, em busca da verdade. É a nossa missão. Para nós, é motivo de orgulho. Para outros, de irritação e medo”, afirmou Kamel. Kamel ainda contou que o advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, teria sonegado a informação sobre o áudio na portaria do condomínio com gravação que seria de Ronnie Lessa autorizando a entrada do ex-PM Elcio Queiroz no dia do assassinato de Marielle.

Abaixo, as publicações feitas na rede social da Secom.

Em resposta à carta do diretor-geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, na qual o executivo celebra erros grosseiros da reportagem que tenta envolver o presidente Bolsonaro com a execução da vereadora Marielle Franco, a Secom publica a seguinte nota oficial. Segue a thread.

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) repudia a perseguição da TV Globo ao presidente Jair Bolsonaro, na tentativa de envolvê-lo no caso Marielle.

É lamentável que a TV Globo considere motivo de comemoração a veiculação de matéria que, sob o verniz de jornalismo imparcial, somente leva desinformação aos brasileiros.

Caso a emissora tivesse realmente pautado seu trabalho pela imparcialidade, rigor na apuração e profundidade de investigação, não teria levado ao ar matéria tão frágil do ponto de vista jornalístico.

A reportagem seguiu adiante mesmo sabendo que o depoimento que relacionava o presidente da República não passou de fraude e se apresenta como outro crime que merece apuração. Jornalismo não pode ser feito com suposições.

É evidente o foco da emissora em promover discórdias e enfraquecer o governo, enquanto outros fatos notórios positivos do país são silenciados, pois não interessam aos cofres da empresa.

Se a TV Globo fizesse bom jornalismo, como defende, investigaria e publicaria, por exemplo, sua própria participação em supostos pagamentos de propina a dirigentes da Fifa para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

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