Política

Ex-colaboradores afirmam que MBL orientava ataques na internet; grupo nega

Segundo o UOL, membros do grupo solicitavam a publicação de notícias falsas contra adversários

[Ex-colaboradores afirmam que MBL orientava ataques na internet; grupo nega]
Foto : Reprodução / Instagram

Por Metro1 no dia 11 de Novembro de 2019 ⋅ 11:00

Autores de blogs de direita que ganharam popularidade entre 2017 e 2018 graças ao Movimento Brasil Livre (MBL) afirmam que recebiam orientações do grupo para publicar conteúdos de ataque a adversários.

"Embora eu não publicasse notícias falsas no Jornalivre, membros do MBL frequentemente nos pediam para fazer isso. Em alguns casos, eles mesmos, com acesso ao site, publicavam estas notícias, que eu tratava de excluir assim que descobria", afirma Roger Roberto Dias Andre, o Roger Scar, editor-chefe do blog Jornalivre, que existiu entre 2016 e 2018 e era compartilhado constantemente nas redes sociais do MBL.

Em carta enviada a deputados federais após o início dos trabalhos da CPMI das Fake News, na semana passada, Roger diz que o Jornalivre foi criado e era comandado pelo consultor de tecnologia Carlos Augusto de Moraes Afonso, mais conhecido pelo pseudônimo Luciano Ayan, que também mantinha o blog Ceticismo Político. Segundo Roger, Ayan atuava como um intermediário entre o MBL e o Jornalivre.

"Quando o MBL tretava com alguém, por exemplo, o (deputado federal) Rodrigo Maia (DEM-RJ), o Ayan chegava com 'a ordem do dia'. Naquele dia, ele queria que a gente buscasse qualquer coisa útil para publicar contra o Rodrigo Maia, e não precisava ser nada comprovado. Aí, passava algum tempo, às vezes eram dias ou apenas horas, e o MBL fazia as pazes com o Maia. Então, ele pedia para cessar os ataques", disse o editor, em entrevista ao portal UOL.

Na carta enviada aos deputados, Roger também diz que, quando o blog foi criado, ele recebia R$ 700 por mês para escrever textos. Algum tempo depois, esse valor subiu para R$ 2.000 e ele passou a receber também parte da receita com anúncios do site. Os pagamentos da remuneração mensal, segundo Roger, eram feitos por Luciano Ayan.

Em nota enviada ao UOL, o MBL afirma que as declarações de Roger são "caluniosas e mentirosas". O texto acrescenta que o movimento "tem um pilar muito sólido com a verdade e respeito aos meios de comunicação". "A nossa luta é pela democracia e a liberdade de expressão em bases verdadeiras e sem qualquer tipo de manipulação", diz o grupo. "Acima de tudo, nós do MBL rechaçamos a produção e divulgação de notícias falsas."

Notícias relacionadas

[Podemos decide expulsar Marco Feliciano]
Política

Podemos decide expulsar Marco Feliciano

Por Juliana Rodrigues no dia 10 de Dezembro de 2019 ⋅ 10:00 em Política

Em nota, deputado se disse orgulhoso de ter sido expulso da legenda por apoiar Bolsonaro