Domingo, 20 de junho de 2021

Política

Wagner diz que medir Lula por discurso após saída da prisão é 'equívoco'

Ex-governador ainda afirmou que acredita que os apoiadores de Lula não querem que ele entre em conflitos e sim que resolva problemas do país

Wagner diz que medir Lula por discurso após saída da prisão é 'equívoco'

Foto: Reprodução/ Twitter

Por: Metro1 no dia 14 de novembro de 2019 às 10:42

O senador Jaques Wagner disse, em entrevista à imprensa hoje (14), na chegada à reunião da executiva nacional do PT em Salvador, que seria um equívoco medir "a caminhada" de Lula pela fala do ex-presidente após a saída da prisão. O ex-chefe do Palácio do Planalto está presente no encontro, que acontece no Wish Hotel, no Campo Grande.

"É natural. Você pedir para alguém que ficou 580 dias preso injustamente, que saia falando de flores, óbvio que não. Agora acho que medir a caminhada dele pela fala na saída é um equívoco. Eu não posso dizer qual o caminho, porque não vejo muitos caminhos, que eu não acho que ele vá mudar. Ele aprofundou relação com quem está com aqueles que ficaram com ele nos 580 dias. Ele tem gratidão mas não vai mudar lógica de fazer política. Acho até que muita gente quer que ele mude isso e viva só de polarização", afirmou Wagner.

O ex-governador ainda afirmou que acredita que os apoiadores de Lula não querem que ele entre em conflitos e sim que resolva problemas do país.

"Acho que o povo, seja na vigília ou orações, quer ele qauqi fora para resolver problemas e não para brigar com o rapaz lá, até porque são muitos diferentes e não merece", disse o senador, sem citar nomes. 

De acordo com informações do Linha de Frente, da TV Aratu, Wagner disse que, se Lula for candidato, "com certeza" pensaria como o próprio senador e teria interesse de renovação.

"Mas estamos focados em 2020, 2022 está muito longe. Se for convocado para governo, não vou contrariar o partido. Já conversei com Rui, acho que ele tem que começar essa movimentação", disse. 

Sobre a eleição municipal em Salvador no próximo ano, o senador citou os nomes de Sargento Isidório, Olívia Santana e Guilherme Bellintani como possíveis candidatos apoiados pelo PT. Ele deixou claro que ainda não há conversas formais sobre o assunto, mas que a sigla teria essas preferências.

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