
Política
Lula sanciona lei que impede relativização do estupro de vulnerável
Nova norma reforça que consentimento ou histórico sexual da vítima não podem ser usados para reduzir responsabilidade do agressor

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, uma lei que reforça a proteção de vítimas em casos de estupro de vulnerável. A norma, publicada no Diário Oficial da União, altera o Código Penal para estabelecer que a condição de vulnerabilidade da vítima não pode ser relativizada.
Pela nova legislação, a presunção de vulnerabilidade passa a ser considerada absoluta, ou seja, não pode ser questionada com base em circunstâncias do caso. O texto também determina que as penas se aplicam independentemente de consentimento, experiência sexual prévia da vítima ou eventual gravidez decorrente do crime.
Nas redes sociais, Lula afirmou que a mudança busca evitar brechas jurídicas que permitam interpretações capazes de reduzir a responsabilidade dos agressores. O projeto que originou a lei é de autoria da deputada Laura Carneiro.
Dados do Ministério da Justiça indicam que, em 2025, o Brasil registrou 83.388 vítimas de estupro, incluindo casos de estupro de vulnerável, média de 228 notificações por dia. O crime ocorre quando a vítima tem menos de 14 anos ou não possui capacidade de defesa, como em situações de embriaguez ou efeito de drogas.
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