
Política
CNI critica avanço de proposta que acaba com escala 6x1
Manifesto alerta para impactos na economia e no emprego

Foto: CNI/Divulgação
A Confederação Nacional da Indústria, junto com federações estaduais, associações setoriais e sindicatos do setor, encaminhou ao presidente da Câmara, Hugo Motta, um manifesto em que demonstra preocupação com o avanço das propostas que preveem o fim da escala 6x1.
O tema passa a ser analisado por uma comissão especial que será instalada nesta quarta-feira (29). O colegiado será presidido pelo deputado Alencar Santana, enquanto a relatoria ficará com Léo Prates, responsável por elaborar o parecer final a partir das propostas apresentadas por Erika Hilton e Reginaldo Lopes.
No documento, a CNI reconhece a legitimidade do debate, mas alerta para possíveis efeitos negativos na economia, nos investimentos e na geração de empregos formais. A entidade estima que a redução da jornada pode aumentar os custos trabalhistas em até R$ 267 bilhões por ano.
O relator terá autonomia para construir um texto próprio, desde que consiga apoio da maioria dos 38 integrantes da comissão. A intenção da presidência da Câmara é levar a proposta ao plenário ainda em maio, período próximo ao Dia do Trabalhador.
Hugo Motta afirmou que o processo deve incluir a escuta de diferentes setores da economia antes da definição do texto final. “Toda e qualquer sugestão ao texto é válida e a comissão vai debater. Não vai ser a vontade de um partido ou de um grupo que prevalecerá. Será a vontade média da casa”, disse.
No manifesto, a CNI também defende que mudanças na legislação trabalhista sejam baseadas em dados, diálogo técnico e responsabilidade econômica. A entidade reforça que pretende contribuir com o debate para buscar soluções equilibradas, que incentivem o emprego e garantam sustentabilidade ao ambiente econômico.
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