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Sergio Nascimento de Camargo já disse que não existe ‘racismo real’ no Brasil e que escravidão foi ‘benéfica’

Foto: Divulgação
A Comissão de Reparação da Câmara Municipal de Salvador promoveu uma moção de repúdio à nomeação de Sergio Nascimento de Camargo para a presidência da Fundação Cultural Palmares, publicada no Diário Oficial da União no último dia 27.
Na nota, os vereadores afirmam que “é inadmissível nomear para dirigir a instituição, que é patrimônio do povo brasileiro e especificamente da população negra, cidadão que manifeste opiniões totalmente contrárias ao que se propõe a Fundação, além de posições racistas e agressivas ao movimento negro e expoentes da cultura afro-brasileira”.
Camargo já afirmou nas redes sociais que o “racismo real” não existe no Brasil, que a escravidão foi “benéfica para os descendentes” e que o movimento negro tem que ser “extinto”. O órgão assumido por ele é responsável por promover a cultura afro-brasileira.
Ainda na moção de repúdio, os edis afirmam incompatibilidade de Camargo com o cargo concedido a ele. “Fica evidenciado a incompatibilidade, desvio de finalidade e inabilitação do nomeado para o cargo, que certamente trará resultados danosos e prejudiciais à luta de combate à desigualdade racial no acesso ao trabalho, educação, moradia, saúde, que são reflexos de 380 anos da escravização de negros e negras, que tiveram esses direitos negados”.
A nota de repúdio foi aprovada em reunião por todos os vereadores da Comissão de Reparação, e assinada posteriormente pelos integrantes Moisés Rocha, Suíca, Silvio Humberto, Marcos Mendes, Sabá e Demétrio Oliveira. O grupo exige ainda “imediata destituição” do novo presidente da Fundação Palmares.
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