Política

'A gente pode ter adversário político, mas não inimigo', diz ministro de Bolsonaro após encontrar com Rui

Luiz Eduardo Ramos ainda opinou que a competição entre Rui Costa (PT) e ACM Neto (DEM) também pode ser boa para o povo, desde que os dois seja bons gestores

['A gente pode ter adversário político, mas não inimigo', diz ministro de Bolsonaro após encontrar com Rui]
Foto : Alexandre Galvão/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 06 de Dezembro de 2019 ⋅ 09:36

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse hoje (6), em entrevista à Rádio Metrópole, que se encontrou com o governador Rui Costa (PT) e defendeu a sua função de atenuar diferenças na articulação política do governo Bolsonaro.

"Ontem eu tive com ele (Rui Costa). Aliás já o recebi quando houve aquele incidente em Vitória da Conquista. Foi na terça e na quinta recebi o governador Rui Costa na minha sala. Fui antes falar com o presidente. Tenho dito que a gente pode ter adversário politico, mas não inimigo pessoal. (...) Eu não sou político, estou em cargo que lida diretamente com políticos, mas não sou político e sou capaz de atenuar as diferenças", declarou. 

Ramos ainda opinou que a competição entre Rui Costa e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), também pode ser boa para o povo, desde que os dois sejam bons gestores.

"Acho que a população quer pessoas que saibam fazer gestão. Falei isso ao prefeito e aproveito para falar ao governador. Falei aos dois: 'É bom os dois competirem, ganha o povo'", disse.

Ele afirmou que costuma ter uma relação próxima com o presidente, que também o escuta. "O presidente Bolsonaro é meu amigo pessoal. Bolsonaro foi, durante 28 anos, independente, mas pagou preço muito alto. Foi atacado durante a campanha. Mas quem o conhece, sabe que ele tem coração bom", disse. 

'Chapa imbatível'

Ele ainda falou que desagradou o ministro da Justiça Sérgio Moro após falar, em entrevista ao Estadão, que formaria uma "chapa imbatível" com Jair Bolsonaro em 2022. Ramos contou que se encontrou com o presidente e o titular a Justiça e Segurança Pública, depois da declaração à imprensa. 

"Com uma delaração, desagradei o ministro Moro, porque ele veio falar comigo que eu deixei ele em situação difícil, ele disse que não é candidato. Eu falei: 'ministro, me perdoe'. Ele: 'Veja bem, me ligaram, como eu fico?'", afirmou.

A declaração ao Estadão foi publicada na segunda-feira (2). “Eu falei para o presidente que, se hoje ele fosse tentar a reeleição, com Moro de vice, ganhava no primeiro turno, disparado”, declarou Ramos ao jornal. 

Anteontem (4), o próprio Bolsonaro negou os planos e fez um gesto ao vice-presidente Hamilton Mourão. 
“Por enquanto estou casado com Mourão (atual vice-presidente). Sou sem amante", afirmou o mandatário.

Notícias relacionadas