Política

Rui diz que estudantes que ocuparam Odorico não estudavam na escola

O governador ainda afirmou que não esperava que o fechamento fosse causar tanta "polêmica", mas destacou a quantidade de escolas que será construída pela gestão

[Rui diz que estudantes que ocuparam Odorico não estudavam na escola]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante e Matheus Simoni no dia 27 de Janeiro de 2020 ⋅ 08:57

O governador Rui Costa afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (27), que os estudantes que ocuparam o Colégio Estadual Odorico Tavares, em Salvador, não eram alunos da unidade. O espaço foi ocupado no último dia 21 e desocupado na madrugada do dia seguinte.

"Minha sensibilidade maior é com quem estudou, porque tem relação afetiva, de memória. Agora com aqueles que nunca estudaram lá, como os 20 que ocuparam o colégio. Nenhum deles estudou lá, nem estuda", acusou. 

Rui também disse que a região tem baixa demanda de alunos e que, com a saída do 3º ano, ficaram apenas 140 alunos na escola. 

"Não posso ter um prédio que tinha capacidade de abrigar três mil alunos apenas com 140 alunos e o povo bancando esse custo. Ali, naquele local, nem escola particular tem, porque não tem demanda para isso. Nem de escola particular. Nunca teve, nem tem horizonte de que vai ter", declarou.

Apesar da declaração do governador, nas proximidades do Odorico, a uma distância cerca de 700 metros, está localizada uma escola particular, na Rua da Graça, que oferta aulas para o ensino médio.

Rui Costa ainda afirmou que não esperava que o fechamento fosse causar  tanta "polêmica", mas destacou a quantidade de escolas que será construída pela gestão, que pretende vender o terreno do Odorico. 

"Então tenho opinião diferente dessas pessoas. Um equipamento educacional em comunidade pobre tem função social grande, porque será usado, cada equipamento desse, nos 365 dias do ano, não apenas quando tiver aula. Teremos aula de natação nas escolas, vôlei, basquete, quadra coberta, de qualidade. Lobato, Paripe, Cabula, Sussuarana, São Cristóvão, Pau da Lima, Imbuí, Fazenda Grande e Vila Canária. Além dessas escolas, vamos ter licitar várias no interior", disse. 

O governador também falou que é preciso ter "responsabilidade social" com a pessoa pobre, que gastaria tempo para se deslocar das periferias para o centro.

"Ele vai gastar um grande tempo por causa de um capricho de vir para o Centro? Não, ele vai ter todo o conforto de estudar em uma rede escolar moderna. Boa parte de nossa rede escolar não tem infraestrutura para melhorar. Como vai melhorar se não tem espaço para um refeitório ou um laboratório? Precisamos de infraestrutura. Nenhum estado está fazendo o investimento que temos feito na Educação", afirmou.

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