
Política
Delcídio vira 1º preso da história do Senado, que já teve até assassinato
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entrou para a história da política brasileira nesta quarta-feira (25), ao se tornar o primeiro membro da Casa em exercício a ser preso desde o início de suas atividades do jeito que o conhecemos, com a Constituição de 1891. [Leia mais...]

Foto: Reprodução/Museu de Imagens
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) entrou para a história da política brasileira nesta quarta-feira (25), ao se tornar o primeiro membro da Casa em exercício a ser preso desde o início de suas atividades do jeito que o conhecemos, com a Constituição de 1891.
E olha que já houve grandes acontecimentos envolvendo senadores neste mais de um século de existência da Casa. Em dezembro de 1962, o senador Arnon de Mello (PTB-AL), pai de Fernando Collor — que hoje também tem uma cadeira no Senado — matou José Cairala (PSD-AC), com tiros disparados, acredite, no plenário.
Na ocasião, uma briga entre Arnon e Silvestre Góis Monteiro (PST-AL) motivou ameaças de morte por parte deste último. Em resposta, durante discurso no plenário, Arnon sacou a arma e desferiu dois tiros contra Péricles, que se jogou no chão. Os disparos atingiram Cairala, que morreu horas depois, no hospital. Por incrível que pareça, Arnon não foi preso.
O Senado também foi a casa de inúmeros escândalos de corrupção ou mau uso do dinheiro público. Em 2001, Luiz Otávio (PPB-PA) teve descoberto um desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas apesar de a relatora do caso, Heloísa Helena (PT-AL), ter sido favorável à sua cassação, os outros membros da Comissão de Ética do Senado rejeitaram o pedido, alegando que a fraude ocorreu antes do início do mandato.
O mesmo argumento foi usado pela Casa para arquivar o pedido de cassação do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que foi acusado de irregularidades na campanha para o governo de Minas Gerais em 1998.
Em 2000, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Jader Barbalho (PMDB-PA) foram acusados de violar o sigilo do painel de votação do Senado e acabaram por renunciar aos seus mandatos para manter os direitos políticos. O mesmo fez o então senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), que, em 2010, já como governador do Distrito Federal, viria a ser preso por envolvimento em corrupção.
Ouça o áudio do momento dos tiros:
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